O post de hoje começa com sugestão de música pra acompanhar a leitura:

Se essa acabar, vá para Cold Metal  (depois de tudo veja as letras/traduções)

 

A diferença entre mim e um depressivo

Sem nunca ter ido a um psicólogo para diagnosticar se sou ou não parte dessa turma, meu auto diagnóstico diz que não. Não estou doente, eu acho. Não sou depressiva. Tenho meus momentos, mas acho que na medida normal, como qualquer ser humano.

Esses dias andei pensando nisso e a conclusão que cheguei é que a diferença entre mim e um depressivo (claro, tirando a diferença da química da depressão que acontece na cabeça do indivíduo) é a atribuição dos pesos às coisas, que vamos vivendo acumulando experiências, vivências, situações, relações e atribuindo a elas determinados pesos.

Nesse dia, eu estava me sentindo solitária, que ninguém se importava real comigo, de mudar a rotina pra me ver, deixar de marcar um outro compromisso pra estar do meu lado, essas coisas. Queria viajar, ver amigas de fora da minha cidade, mas tive a impressão de que se eu fosse ninguém me acolheria, ninguém passaria o dia comigo, etc e tal. Pensamentos como: O quão mais importante eu teria que ser?  Estou à sombra? Que diferença eu faço?  Esses pensamentos vão acumulando e pesando.

Talvez a diferença de mim para um depressivo seja a capacidade de colocar coisas no outro prato da balança, pra equilibrar as coisas. Colocar pensamentos como: Não é bem assim, não estou só e, podem não ser elas, mas tenho outras pessoas que fazem a questão de que eu esteja ao lado, passar um dia, fazer com que eu me sinta importante.

A diferença então talvez seja essa: a de conseguir contrabalancear as coisas; ser capaz de ver além daquilo que vem pra ofuscar. Vou colocar mais um setor de pensamentos de exemplo, quanto ao meu canal:

Por que ninguém me apoia no que eu faço? Não compartilha nenhum vídeo do meu canal, não deixa um comentário positivo? Por que tantos dizem pra eu continuar, mas aparentemente ninguém se interessa em sequer acompanhar o que eu estou fazendo? X e agora vou contrabalancear com: Por que me preocupo com quantidade? Sempre tem ao menos uma pessoa que comenta que foi útil, eu não deveria me preocupar com outras coisas sendo que ajudei alguém. Nunca fiz esperando nada em troca, eu gosto do meu trabalho e me orgulho dele, tendo platéia ou não!

E assim vai por todos os setores da vida. O ideal é conseguir contrabalancear todos eles: meu corpo, meu cabelo, meu namoro, minha família, minhas amizades, minha condição financeira, minha exposição na internet, minha faculdade, minhas atitudes, minha mente...

Talvez o dia em que eu não conseguir mais dar esse equilíbrio às coisas sozinha, ai sim eu precise de um guia, um psicólogo, um disgnóstico. Claro, dizem que é bom pra todo mundo, preventivo e afins. Mas nós sabemos quando simplesmente não vamos -> e não quer dizer que não nos preocupamos.

Justamente esses momentos, por exemplo, tornam claro pra mim, que o mínimo necessário é ser capaz de fazer essa análise sobre mim mesma. E reconhecer quando preciso de ajuda ou apenas precisava desabafar e passar por uma situação.

E na esperança que isso ajude alguém, alem de mim mesma, é nessa que eu vou.


Beijos, 
Lariih Mendes





AAAAAAAAA
AGORA JÁ CHEGA!

A procastinação é uma coisa muito forte, bicho!
Tive que dar uma surtadinha aqui pra vir aqui um pouco e escrever, coisa que quero sempre, mas por algum motivo não faço.

Eu escrevia tanto - quase todos os dias na verdade - quando comecei a bloggar lá pelos meus 13/14 anos.  Acontece que em sua maioria, os momentos que me levavam a escrever eram frustrações, insatisfações, reflexões, crises existenciais, etc e tal.

Eis que não tenho parado pra contar o meu dia a dia, não tenho parado pra criar novas músicas, crônicas, contos, poemas... Sinto falta do meu Eu mais criativo, mas tenho medo que esse Eu existia fruto das frustrações. Será que não tenho feito mais nada do tipo por estar feliz?

Alcancei meu objetivo e me sinto realizada... Mas menos produtiva.

Agora tenho portas abertas! Tenho mais tempo! Tenho colegas pra dividir isso! Tenho equipamento à disposição! O que falta??
A maldita inspiração, um pouco de dedicação a isso também talvez, ou organização do meu tempo... Bem provável.

Tenho a vontade de fazer de tudo, mas não estou fazendo NADA. Isso claramente me incomoda: eu não sei o que fazer primeiro, não sei quando fazer cada coisa, não sei nem se realmente vou fazer algo.

Abstrato demais né? Sim... Quero fazer fotos, edições, curtas, histórias, clipes, oficinas, ler livros, ver séries (sim, gente, até nisso eu tô procastinando), e rever coisas também! - o que me deixa culpada, pois como vou dizer que estou aproveitando meu tempo revendo coisas que já vi se tem tanta coisa nova pra explorar? - quero cantar, quero aprender instrumentos, e quem sabe dança?? ou mesmo confeitaria, costura, sem algum peso na consciência quanto minha saúde, meu peso, meu corpo. Já não basta os limites de tempo e dinheiro, tenho que me limitar na mente e no corpo também?!

Eu não consigo fazer nada, não consigo ser nada.

Mas foi só ter feito o primeiro passo - abrir essa página em branco - e começar a por isso pra fora, que já fiz algo. Já retomei a frustração que antes era a fonte da minha criatividade.

Era só dar um primeiro passo.

Agora quem sabe darei outro...



Aqui a gente tá falando de duas linguagens universais,
a expressão corporal e a arte entendidas
mesmo sem idiomas iguais 

juntas elas são o meio e a mensagem
que expressam vivências, críticas, reflexões
que exploram o sentimento e o físico nos lugares que ocupam, 
para outros corpos via as várias transmissões 

o corpo é a primeira ferramenta, anterior as extensões 
e ele luta para ser visto, respeitado, entendido
aceito, amado, protegido

ou pra contar uma história, um pensamento, memória,
dor e aflição, mas também vitória,
o que acha bonito, palavra aleatória,
arte transitória, dificilmente notória, 
expondo palmatória, fala ditatória,
ação depredatória, ejaculatória....

O corpo é a mensagem e a arte é o meio
o meio é o corpo e a mensagem é a arte
o corpo é a arte e a arte é o corpo
você não é só o corpo, é arte
eu não sou só meu corpo, sou parte.


Poeminha que fiz pra introduzir um dos meus seminários de Teorias da Comunicação, agregando o tema Corpo e Arte, focando na performance e estudos acadêmicos a respeito, também costurando com outros temas do semestre como McLuhan e sua teoria de que o meio é a mensagem. 

Feliz demais que não poderia ter sido melhor na minha imaginação, aplausos logo no início do seminário após recitá-lo e ser questionada "Quem é o autor?". Não ficaram mais surpresos do que eu, provavelmente hehehe :)

Espero que tenham gostado, beijos!

Lariih 


Eu nem sei por onde começar isso, afinal, esperei tanto!
Mas vamos lá, digito enquanto penso (ou o contrário, tanto faz).


Ai mano... Estou feliz, segunda feira vou fazer minha matrícula pra Midialogia. O Quarto curso mais concorrido da UNICAMP em 2018. De 1456 candidatos que prestaram, 183 passaram para a segunda fase (12,5%) e apenas 30 (2%) vão cursar... E esse ano consegui ser uma desses 30.

Tento desde 2012, quando me formei. Mês que vem faço 23 anos, muitos dos meus amigos já se formaram, enquanto começo agora. Vou dividir a sala com pessoas que ainda nem fizeram seus 18, que saíram direto do ensino médio e não tem ideia do quão diferente é o valor dessa vaga pra mim por não terem ideia do caminho que percorri.

3 anos de ensino médio medíocres - e infelizmente pagos - seguidos de 4 anos de cursinho. O primeiro ano foi muita areia para o meu caminhãozinho, muita mesmo. O segundo achei que daria conta dessa areia por ter tido uma ideia do volume dela, mas me deixei ser soterrada por ela no final. O terceiro foi um esforço absurdo para conseguir, e talvez eu tivesse conseguido se não fosse uma escapada no freio de mão... bem no final do carregamento. O quarto foi uma baliza com dificuldades (de quando a gente acha que não cabe na vaga, mas tenta e ai cabe) seguida de um carregamento com um sucesso que eu não estava esperando, mas sei que não foi por sorte, mas resultado de esforço.

15/02 - Era o dia da segunda chamada, o qual também sairia a classificação dos candidatos, isto é, numeração das posições de 1º até 183º. Por ter feito uma prova de português/literatura péssima (gastei muito tempo na redação, deixei questões em branco, uma a lápis e não me garantia muito nas outras), já tinha perdido minhas esperanças de uma classificação boa. Tudo que eu estava esperando era que eu conseguisse estar pelo menos entre a galera de 60º a 70º, pra ter aquele último pouquinho de chance de passar nas últimas chamadas.
Eu estava de saída de casa e pedi pra minha irmã olhar minha classificação e me mandar no whatsapp. Eis que 2 minutos depois que saí de casa ela me liga dizendo que eu havia passado. "Você passou!"

Definitivamente eu não esperava isso, na minha cabeça eu tinha cagado todas as minhas chances na prova de português. Mas eu foquei muito durante o ano nas matérias prioritárias e obtive uma puta nota na matéria de maior prioridade, seguida de outra puta nota nas redações e fui muito bem no restante. Minha classificação: 36º. Tô surpresa e estasiada até agora! 

Ao longo de cada ano eu me imaginei passando, me imaginei dando essa notícia para meus pais, para o facebook, para algumas pessoas em especial... Me imaginei atualizando minha capa do facebook, me imaginei sendo pintada pelos veteranos, me imaginei falando com o pessoal que está começando cursinho agora para não desistirem. E agora to realizando isso, eu me vi fazendo isso e estou fazendo. Essas são coisas que motivam várias pessoas que estão na luta por uma vaga, focar em um dia realizar cada uma dessas coisinhas, não apenas ter a vaga. 

Mas vou repetir aqui aquilo que falei no último post. Eu não quero que considerem aprovação sucesso e não-aprovação fracasso. Em quatro anos de cursinho ainda não cheguei perto de fazer uma pontuação que muitos amigos meus tem que conseguir para realizar o sonho deles de serem médicos, por exemplo. Os vi batalhar dia pós dia, arduamente para no fim, uma diferença de 2 pontos dizer que eu obtive sucesso e eles não. Só quem passa por essas coisas sabe como é, sabe a pressão, a dificuldade... E ter de ouvir que a pessoa "só estuda", ou ser comparada com outras que já conseguiram, ou mesmo pessoas sugerindo que você mude seu sonho, corra atrás de algo mais fácil... E viver isso por anos. Anos se acumulam e para muitos a pessoa está colecionando derrotas, não está chegando a lugar algum. Mas é uma evolução imensa, é um aprendizado paulatino - também massante - contínuo, sem fim. Eu via pessoas passando em cursos mais fáceis que o meu e já achava um saco que pra mim tinha de ser mais difícil, que eu tivesse me esforçado o triplo do que tal pessoa que passou em sociais, mas que ela é considerada uma vencedora e eu uma derrotada nesses anos que não passei. Tudo isso é 5x pior pra quem presta medicina e eu torço muito pelo reconhecimento dos meus amigos, mais do que pela própria aprovação em si. Isso por eu saber que é o que está tão em falta quanto vagas nas universidades. Falta empatia, apoio, compreensão. 

Só passa quem não desiste. Só não desiste quem tem as condições: financeira e psicológica. E a condição psicológica precisa muito de ajuda externa. E desistir as vezes é o necessário para muitos. Também não é uma derrota. Se vocês conseguissem sentir na pele o que essas pessoas sentem, saberiam que estarem vivas já é o grande sucesso. Quando a última reprovação aconteceu pra mim e eu queria morrer a galera acha que "ai nossa, mas td isso por causa de um vestibular...", mas não. Se eu tivesse apoio e reconhecimento as cosias seriam mais simples. Eu não vou esquecer como meu pai me tratou com essa reprovação. Como me senti um peso inútil e que seria melhor morrer mesmo. E novamente: não ter a vaga seria o menor dos motivos que me levariam à isso. Se você tem algum amigo ou parente nessa saga de vestibular, APOIE. Aliás, ele sabe as outras opções que ele tem, não, ele não quer fazer concurso público; não, ele não quer um curso mais fácil; não, ele não quer fazer um pra ter emprego primeiro e aí depois fazer o que ele preferir etc etc etc...

Pois é, não adianta nada eu trazer só mais um post comemorando e esquecer tudo o que vivi pra estar aqui. Tenho que trazer esse outro lado pra vocês, tenho que tirar da cabeça de todo mundo que quem passa é melhor do que quem não passa. Ressaltar isso é muito mais importante pra mim do que ressaltar que EU passei. Pois ao mesmo tempo que eu merecia, conheço gente que merecia muito mais, e há muito tempo, uma vaga na universidade dos seus sonhos, no curso que sempre quis. Não vou nem entrar no âmbito de que né, poder estudar deveria ser uma garantia para todos, porém ainda longe de ser conquistado. 

Eu vou abraçar a vida universitária, mas nunca vou esquecer dessa fase de 4 anos tentando, nunca vou deixar de entender quem percorrer esse mesmo caminho, quem tiver esses mesmos objetivos. Obviamente não sei se estou mais feliz de ter passado, de começar uma vida nova ou de simplesmente ter passado essa fase finalmente. Eu quero pisar num cursinho de novo apenas pra apoiar os estudantes e abraçar meus professores.

Não aprendi apenas a estudar, mas amadureci muito também. Abri mão de várias coisas e infelizmente de pessoas: não porque eu quis, mas porque simplesmente algumas não entendem que não estar presente não significa que alguma coisa mudou. Muitos acham que simplesmente parei de conversar, que parei de sair e que por isso não sou mais amiga... Não posso fazer nada sobre isso. Posso apenas agradecer àqueles que entenderam e podem estar há anos sem falar comigo, mas torcendo por mim. 

O que será que tenho pra aprender pela frente? Quais serão meus projetos? Como vai estar minha criatividade? Midiálogos: onde vivem? Do que se alimentam? Como mandam curtas pra Cannes? Essas e outras respostas você descobre comigo aqui, ao longo dos próximos 4 anos :)


Beijos, Lariih 



Olá Galera! O vídeo de hoje foi um vlog de um pouquinho do evento Carnafolk, mais um do Mundo Medieval ^^ Frequento esses eventos desde o Decembeer folk festival e AMO tudo! Recomendo!! Então fiquem ligados pra ir também!

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Olá, Galera! O vídeo de hoje foi contando um pouco da Minha Experiência sobre a minha Sobrancelha. Espero que tenha sido útil pra alguém e que vocês tenham gostado :)

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Um beijo pra vocês, e até o próximo vídeo!

Lariih Mendes


"Promete que vai me escrever?" - Fala do final de algum filme de Harry Potter... Cálice de fogo, acho. Rs É o que esse blog me diz. Afinal, que merda né? Eu só venho as vezes aqui dar umas caras.

Vamos começar colocando a playlist que estou ouvindo enquanto escrevo, e ando viciada...

































Eu devia ter vindo mais aqui, sabe? Fazer um diário de como foi esse ano, queria muito poder não contar apenas com minhas memórias pra lembrar disso tudo depois. Quem já me conhece já sabe, não digo isso por ter sido noooooooossa, que ano dahora... Mas por sempre ter pensamentos demais, precisar esvanecer. Aliás essa palavra lembra Evanescence, rs Mas mudei de banda na hora de escrever esse texto aqui. Ando vidrada na voz da Aurora e as músicas me deixam tão introspectivas quanto Ev, com a exceção de que Ev tem a carga nostálgica e emocional de toda minha juventude.

Mas Então já que estou aqui, vamos começar com boas notícias, que tal? Passei a primeira fase da Unicamp ^^ Fiquei imensamente feliz com isso, não estava acreditando. Corrigi meu gabarito e achei que não dava. USP eu tive certeza q não deu, caguei naquela prova. Tudo bem que caguei na da Unicamp tbm, mas um pouco menos, ainda bem. Eu já estava planejando meu plano (insira aqui uma letra, eu perdi as contas). Meu currículo e portfólio já estavam prontos, mas eis que cá estou eu estudando pra segunda fase. Hoje é no caso um dia de saco cheio rs, 21 de dezembro, cansada, ia só deitar e ouvir música, mas esses pensamentos já iam fluir mesmo, então por que não escrevê-los, right? Here I am.

Foi um ano de muito esforço, mas de reconhecimento também. Passei a reconhecer uma admiração pelas pessoas de um jeito ainda maior do que eu já tinha. Sinto a necessidade de falar pra elas o quanto gosto, o quanto acho fodas, e choro fazendo rs já que sou bem emotiva. Um exemplo foram alguns professores dos quais já me despedi por ser última semana de aula. Apesar de tão duro o ano, existe ali uma equipe que te entende mais do que qualquer pessoa dentro da sua casa.

Esse tempo todo que não passei nem na primeira fase, tenho focado no quanto é difícil pra mim, porém nem depois de 4 anos eu consegui, com meu esforço, chegar próximo de uma nota que alguém que quer medicina precisa atingir. E eu não quero que alguém exalte o meu sucesso, se eu obtê-lo, e não exalte todo o esforço de alguém que não passou, mas foi tão melhor que eu nas provas. Se eu mereço isso, essas pessoas merecem muito mais. Muitos são meus amigos, uma é minha irmã, e ver o sentimento de fracasso onde na verdade é uma vitória não reconhecida é triste mais.

To ansiosa pra acabar o ano logo, começar uma vida nova, to há praticamente 4 anos apenas nesse mundo de me matar pelo vestibular. E passando ou não na Unicamp, vou mudar de vida. Eu já cansei e não quero mais isso pra mim. Enough. Passando ou não, eu vou comemorar mais o FIM disso do que a aprovação em si hahahaha! Só quem passa por isso sabe o quanto é desesperador mesmo...

Bom, espero que esteja bom por hoje.
Vou-me,

See Ya, Lariih





Quanto tempo.
Eu te explico: não tenho acessado muito o computador, então mesmo que eu sentisse aquela vontade de vir aqui, não vinha. E hoje, aqui estou eu, como sempre, ao som nostálgico de Evanescence, rs Parece até um ritual, né?  

Nada em especial na minha cabeça hoje. 
O sentimento é de copiar e colar no facebook várias letras de músicas, pois não queria falar por mim mesma e essas mesmas me transmitem. Mas isso é postar demais, é provocar sentimentos de que estou mandando indireta, ou passar uma mensagem errada de que estou super na bad, mas não estou.

Não escrevo sempre por estar na bad, mas muitas vezes pelo sentimento de solidão. Afinal de contas, aqui estou eu conversando comigo mesma, com uma página em branco, com um leitor que eu nem sei se está ai, com o "querido diário" que faz parte das nossas vidas. 

Bateu uma saudade de ser criativa. Tenho me expressado com algumas maquiagens ultimamente, quase que toda semana, mas não tem sido o suficiente. Quero escrever, compor, refletir, compartilhar. 



Os estudos? Ah, sabe como é. Estava tudo bem, mas a gente dá uma cansada, uma desanimada, uma vontade de falar "foda-se". Mas ao mesmo tempo na luta, firme, em busca daquela vaga. Ah, deixa eu falar mais disso, pois tomei uma decisão importante a respeito. 
Unicamp continuo com midialogia, mas agora coloquei publicidade na USP. O motivo é simples, apesar de ter sido uma decisão difícil de tomar: preciso de um plano B possível. Não 2 planos impossíveis. Impossíveis no caso significam difíceis. Midialogia está entre os 5 cursos mais concorridos na unicamp, e é meu plano principal por ser aqui do lado de casa. Eu queria mesmo era cursar audiovisual na USP, mas além de concorrido, existe prova de habilidades específicas. Embora eu tenha lido até os livros pra essa prova ano passado, não acho que seja fácil de passar pela parte prática, que é digamos que... abstrata demais. Pois então coloquei um curso que também me identifico, me vejo atuando no mercado e não sendo infeliz pela escolha. 

Tô levando. Tá chegando de novo...
Outubro, novembro.

E ai já não sei mais.
Só espero. 

 


Hoje é domingo, 19 de março.
Tive aula a semana toda, inclusive ontem. Hoje tive um simulado pela manhã e saí as 12h30 com uma chuvinha boa.  Cheguei no ponto de ônibus e a chuva aumentou bastante, então acessei o aplicativo pra ver quando passaria o ônibus: dali 15 minutos.
Domingo, 15 minutos num ponto de ônibus, sozinha, com muita chuva... Pensei em chamar um Uber, mas fiquei me convencendo que passaria rápido e não aconteceria nada comigo.

Eis que chega um senhorzinho, nota que estou de fone e acena pra falar comigo.
- Moça, posso ver que horas são? - Apontando para o celular.
- Claro. - Mostrei.
- Ah, que bom, já deve estar pra passar o ônibus. - disse enquanto chacoalhava o guarda-chuva.
- Que ônibus o senhor vai pegar?
- 382. - ele respondeu enquanto eu acessava o ponto novamente no aplicativo.
- Ele vai demorar uns 10 minutos.
- Ah, obrigado.

Um minutinho apenas de silêncio e ele começa a conversar comigo.
- Tive que voltar mais cedo hoje por causa da chuva, a gente estava distribuindo marmita pros moradores de rua, distribuímos umas 100. Faço isso toda semana com o pessoal da igreja. Ai com a chuva o padre mandou parar e estamos voltando.
- E pelo jeito essa é uma chuva daquelas que dura a tarde inteira, né?
- É sim. - breve pausa - O Jonas - prefeito de Campinas - foi um incapaz em lidar com o caso dos moradores de rua, ontem ele colocou uns no ônibus e mandou pra Santos...
- Nossa! Como assim?! Vai simplesmente mudar o problema de lugar... Ninguém resolve nada mesmo.
- Só em São Paulo são 100 mil moradores de rua. E a gente conversa com eles, sabe? A gente faz um trabalho de assistente social, tem que fazer. Muitos perdem a identidade e não sabem nem mais quem são.

Mais um minutinho de silêncio e o assunto muda. Volta pra chuva.
- Ai a gente chega em casa e tem que ouvir aquele Datena falando mal da chuva. Ele e o outro lá da Record. - Assenti com um riso e ele continuou - E não é só eles não, até o William Bonner, se você ver, vai lá anunciar a previsão e fala da chuva como "Tempo ruim", não existe isso de chuva ser tempo ruim.
- O pessoal acha que é culpa da chuva as merdas que acontecem, enchentes e tal. Mas é a gente mesmo. - respondi concordando.
- Tempo ruim é o que estamos vivendo hoje.
Nesse momento minha cabeça fez aquele famoso BOOOM, Vou descrever meu pensamento: PUTA QUE PARIU, REAL OFICIAL. "TEMPOS RUINS ESTÃO POR VIR, HARRY." "AAAAAA EU PRECISO CHEGAR EM CASA E ESCREVER SOBRE ISSO.

Mas claro que por fora eu estava apenas parada no ponto de ônibus, sem esboçar essa reação e já grata por essa conversa. Achei que era isso. Mas não. Continuamos.
- Ah, mas o tempo tá bom pra chegar em casa, ver televisão. - Ele disse. - E comer bolo de mãe.
- Nossa... Sim! A minha nem faz mais, hoje em dia o pessoal só compra. - Que vontade que deu.
- É, tem tanta loja de bolo agora, até uma sobrinha minha entrou nessa de vender bolo.
- Pena que comprar o bolo não vem junto aquele cheirinho que fica na casa inteira um tempo antes e um tempo depois de pronto.
- É... Isso aí era bom... - pausa nostálgica, creio eu. - Dia de chuva a mãe mandava a gente sair pra tomar banho de chuva, ai depois entrava, tomava banho e ficava quentinho em casa comendo bolo.
Água da chuva é remédio, sabia? Minha tia é benzedeira, sabe o que é? - fiz que sim e ele prosseguiu. -  Ela usa água da chuva, e cura mesmo. E eu estudei, sei que é verdade. Fiz ciência, hoje seria alguma coisa de engenharia. Vi matemática, fisica, química, tudo avançado. A água da chuva é ionizada, por isso que as plantas crescem e faz bem pra nossa cabeça.

Nos minutinhos de pausa de agora pensei em todas as comidas gostosas pra dia de chuva, bolo, torta, rocambole, pudim, brigadeiro, bolinho de chuva, broa, rosquinha... Ou seja, todas as comidas. Não comi nada hoje ainda hehehe Então sim, vontade de tudo isso.
- Hoje em dia não tem mais essas coisas e o pessoal fala mal da chuva. as crianças só ficam no celular, uns 30 aplicativos e pra quê? qual a utilidade? Rede social só serve pro pessoal inventar mentira.
- É, tem de monte mesmo. - eu ainda estava estasiada pensando em "Estamos em tempos ruins, mas não é a chuva", não consegui pensar em algo melhor. Ele continuou falando um pouco disso e mudei meu pensamento para incrédula, pois tudo o que esse senhor estava falando eu estava em contato na manhã do mesmo dia e na semana passada também. Tecnologias e relacionamentos humanos. Um era um texto da veja sobre A Era da Solidão Acompanhada, o qual discordei. O outro está aqui na sacola à 2 metros de mim, mas estou com preguiça de ver qual era, mas na mesma vibe: de que a tecnologia piorou as relações humanas. Discordei também. Embora eu entenda o ponto de vista dos mais velhos e este fora justamente o que abordei na redação do simulado de hoje. É difícil pras gerações mais velhas entender como as relações humanas se adaptaram às tecnologias. Não só se adaptaram como estenderam essas relações.

E nesse momento parece que estou reescrevendo todo o meu texto aqui. Não dá pra dizer que hoje você vai jantar com a família e todo mundo fica no celular, não prestando atenção ao seu redor, uma vez que essa cena poderia ser vista da mesma forma, só que com um jornal, na época dos nossos avós.  E o quanto a tecnologia nos coloca em contato com pessoas fora no nosso ciclo rotineiro? De qualquer lugar do mundo, ou mesmo parentes que hoje moram muito longe.
Dizem que não há mais contato do tipo olho-no-olho, o próprio senhorzinho que conversava comigo hoje é um exemplo dos que pensam isso. Mas, como aprendi semana passada com um amigo do cursinho e como coloquei na redação de hoje, a conexão humana se estende para o mundo virtual e tem as mesmas sensações que quando estamos diante de alguém que amamos, ouvindo essa pessoa falando com a gente. Sentimos o mesmo se ela fala do outro lado da carta, do telefone, do whatsapp. Mas hoje com mais dinamismo e rapidez.
- Hoje as coisas são tudo muito rápido - Disse o senhorzinho. - E ninguém precisa de tudo isso.

Pois é, eu queria ter chamado um Uber pra não esperar 15 minutos na chuva. E olha que conversa bacana eu ia ter perdido! Fui olhar no aplicativo mais uma vez.
- Nossos ônibus são os próximos, vai vir primeiro o meu e logo atrás o seu. - Mostrei a tela pra ele e falei bem brevemente de como ele funcionava. Ele adorou! - Ah, olha lá eles. Primeiro o meu e depois o seu, bem como eu falei.
- Nossa! E não é que funciona mesmo? Obrigado viu, moça.
- Viu, tem uns que são úteis! hehehe! Tchau!
Ele se despediu e eu embarquei.






Eu sabia que não tinha terminado ainda os meus relatos sobre tudo isso que tenho passado, mas não lembrava de o que faltava falar. Precisei ler o post anterior pra saber que na minha cabeça estava na lista de falar no próximo post sobre " outras opções pra minha vida, sobre o que outras pessoas ficam colocando na minha cabeça, essas coisas". 


Sabendo o que eu tenho que falar, comentarei também que permanece o que escrevi no anterior: eu deveria ter escrito tudo isso antes. Agora só restam pequenas lembranças de tudo que estava na minha cabeça.

Vamos então. Outras opções pra minha vida.
A parte chata disso tudo não é saber que tenho outras opções. Não é eu ir atrás de outras opções. Não é planejar planos B, C, D e assim vai. É justamente ter que lidar com outras pessoas na sua vida te sugerindo o que você deve fazer. "Já pensou em concurso público?"  "Mas e o FIES/PROUNI?"  "Sabia que tal faculdade tem concurso de bolsa?"  "Por que você não faz uma mais fácil agora e depois faz a que você quer?" E assim vai. Várias vozes da experiência surgem sem eu ter pedido, como se eu não fosse capaz de pensar por mim mesma sobre as minhas opções, sobre o que eu tenho que fazer. Lamento se você que está lendo foi uma delas, sei que o intuito é dos melhores. Mas tente um pouco se colocar no meu lugar... Talvez assim dê pra entender que quando eu digo que não passei e afins, você não precisa falar nada do tipo "outras opções". Você pode falar simplesmente um "que pena" que tá tudo bem, sério. 

Abrindo a real aqui pra vocês, numa situação dessas a gente abre planos pra todas as letras do alfabeto, o plano P (de virar Puta) é um desses, por exemplo. Mas a gente não quer fazer nada disso. Então adianta? Os meus planos não eram pra caso eu não passasse na universidade, como todo mundo tem pensado. Pois eu não quero mudar de plano. Meus planos B, C, D e afins são pra caso eu não conseguisse fazer mais um ano de cursinho (e seguir com meu plano), e como meu pai me permitiu mais um ano de cursinho, aqui estou eu em 2017 esperando as aulas começarem. E se estou fazendo isso é porque escolhi, porque eu quero isso e porque eu não quero jogar todo esse investimento fora. 

Um plano B real, que eu tive caso não passasse nas faculdades, seria de trabalhar, desistir de tentar fazer facul por aqui e ir juntando dinheiro pra que eu e meu boy saiamos do país assim que ser. E então eu faria faculdade no Canadá. O plano continua: esperar o boy se formar, juntar um dinheiro e imigrar pro Canadá. Era só a questão de eu ter uma faculdade mesmo. Mas conversamos com o pessoal da imigração em uma das feiras de intercâmbio e aparentemente daria certo a gente imigrar por mais que eu não tivesse curso superior. E um plus, na minha área, é o meu canal. Um portfólio, basicamente. Que eu focaria se não tivesse passado, já que estaria trabalhando e teria mais tempo e dinheiro pra investir.  

Era cursinho ou Plano B real. Essas eram minhas escolhas e eu optei pelo cursinho mais um ano. Isso não sou só eu tentando passar no meu curso, isso virou um sonho.  Conseguir, passar, escrever o nome da faculdade na minha testa com tinta, passar pelos trotes, viver a faculdade, ter amigos com tantos gostos em comum, fazer projetos, tudo tudo tudo... Tudo o que eu contei que estava imaginando no post de quando descobri que não passei no vestibular. Eu não quero viver outra opção. 

E eu não quero viver essa opção em Minas Gerais ou sei lá qual outra faculdade longe de casa eu passar. Eu quero estar aqui. Então só quero que as pessoas ao meu redor entendam essa escolha. Não precisa me apoiar, até meus pais queriam que eu realmente saísse logo daqui e fosse fazer uma faculdade, mesmo já tendo me matriculado no cursinho. (Passei em Minas pelo SISU, por isso.)
Mas isso é minha vida. 

To fazendo o que eu acho melhor pra minha vida.




Confesso que já me esqueci do que eu tinha que escrever.
Tinha de ter escrito bem antes, quando estava sentindo tudo aquilo. Não agora, que já estou tranquila e que já passei pela fase de aceitação sobre meu ano.
Já estou remediada de tudo o que estava consumindo minhas energias e pronta pra encarar meu quarto ano de cursinho.

Acho que posso começar por aí. Pelo cursinho:
Todo mundo acha que pagar cursinho é o mesmo que pagar sua vaga numa universidade. Não, não é. Eu também achava, antes de fazer cursinho, é claro. Pagar por um cursinho é pagar por uma estrutura de um lugar, professores pra dar aula e ainda ter que ter grana pra comer e andar de ônibus. Não está incluso nisso toda a sua dedicação, atenção, concentração... Enfim, tudo aquilo que você realmente precisa pra passar. Ir à aula não é o mesmo que estudar; e estudar é uma coisa desgastante e que pouquíssimas pessoas (ao menos do Brasil) saberão um dia o que é. É, alem de ver 7 horas de aulas, ainda conseguir estudar mais 7 horas de exercícios e leitura, isso sendo na verdade o ideal. Isso e ainda lidar com pressão, stress, abdicar de tudo o que te faz feliz, de ver amigos, de conversar, de dormir até mais tarde no final de semana...

Eu sai do meu ensino médio sem nunca ter estudado. E demorei 2 anos de cursinho pra realmente conseguir fazer isso. É um hábito difícil de pegar, e mais difícil ainda de pegar no cursinho: pois você não dá conta de tudo. É muita matéria, muita coisa pra fazer e você não consegue fazer nem metade. Nos dois anos anteriores eu desisti no meio do ano de tentar conseguir. Mas esse ano era o ano. Eu estive focada o ano todo, consegui aproveitar o cursinho, consegui estudar, consegui aprender mais as matérias que não entravam na minha cabeça, eu estava simplesmente conseguindo! Todos os finais de semana eu fazia simulados, durante a semana eu saia de casa 6h da manhã e voltava quase 20h.

Isso me evoluiu, mas ao mesmo tempo acabou com a minha saúde, e ela já não é boa. Passei o ano tomando remédios, indo à médicos, engordei pra caralho, destruí meu corpo e minha auto estima comigo mesma. O canal tava em pé, eu tinha gravado os vídeos do ano todos (na verdade uns 90%) nas férias do começo de ano, mas eu não estava mexendo nele, então eu quase não tive nenhuma distração. Eu tranquei meu facebook no começo do ano, reativei depois da metade dele apenas. E mesmo assim meus pais acham que isso é um problema e que eu fico perdendo meu tempo lá.

Tive erros? Claro que tive. Sempre dava pra gente ter feito mais. E o importante é que eu sei quais são, pois aí sei o que corrigir. E inclusive, muitos dos meus professores mesmo acham que abrir mão de tanta coisa é um desses erros. E é por isso que este ano voltarei à academia pra juntar um pouco os benefícios que ela me trará quanto ao stress dos estudos e quanto à minha saúde. O canal eu vou parar mesmo, mas como eu já disse no começo do post, tá tudo bem. Já aceitei.

Mas então. Voltando ao começo do post, eu disse que todo mundo acha que cursinho é a porta da universidade, certo? certo. E pra completar o pensamento, a questão é basicamente que eu estou indo pro quarto ano de cursinho e simplesmente ninguém entende qual é a dificuldade que eu tenho de passar.  Isso porque simplesmente ninguém entende nada da minha vida. Pensam que eu tenho tudo, todas as condições e que isso é o suficiente. Quando eu passar na universidade vai ser uma comemoração de eu finalmente ter passado, mas vai ser um: "não fez mais do que a obrigação."  "também?! Quatro anos de cursinho até eu!" "finalmente deu um passo pra frente" "deve ter cansado de desperdiçar a grana do pai dela" etc e tal.
E é por isso que vou ter que estar preparada pra sofrer com as pessoas até mesmo quando eu conseguir realizar meu objetivo que é de passar na universidade.

Ninguém considera o ensino médio de LIXO que eu tive. "Ah, mas foi particular".... O maior erro dos meus pais. Pensaram que é um fato que particular > pública. A minha escola foi uma das piores, ensino médio + técnico, tudo no período da manhã misturado. Eu tive metade das aulas do ensino médio que as pessoas de escolas normais tiveram e nem foram aulas boas como era de se esperar. Não fui preparada para nada. Saí de lá sem saber fazer uma fatoração. Então eu sei bem o quanto eu consegui evoluir durante o cursinho.

Minha irmã, por outro lado, teve a chance de fazer um cursinho pré vestibulinho, e passou na ETECAP. Uma escola pública daqui de Campinas, com um ensino não bom, mas melhor do que eu tive. Além disso, ela tem cotas quando presta vestibular. Taí um ponto sobre cotas que eu não concordo. Nossos pais, nossa condição familiar é a mesma, mas ela ganha pontos e eu não. Mas tem aquele MAS: "Mas ela quer medicina".  E tá tudo bem. Eu torço muito por ela. Quero que ela realize os sonhos dela. Unica coisa que me incomodam é a comparação que fazem entre a gente. O tanto de ponto que ela tem que fazer pra passar em medicina é o mesmo que o meu, já que ela tem cota. Então a gente basicamente tem que estudar o mesmo tanto. Só que por eu querer um curso de humanas, estar a mais tempo prestando e não estar prestando pra medicina, só eu tenho a pressão nas minhas costas.

Qual é a do meu curso? Midialogia, 3º curso mais concorrido da unicamp. 30 vagas, só 30 fucking vagas! E gente de todo canto do Brasil presta prova da Unicamp, no último ano foram mais de 1500 pessoas. Pra segunda fase passam menos de 200 pessoas. E como vocês viram no primeiro post... Era pra eu ser uma dessas 200 se não fosse pelo meu erro no gabarito. O que já era uma conquista e tanto pra mim. Era não, foi. Eu senti a conquista, eu comemorei por dias até receber a má notícia. Mas eu consegui sim, só não oficialmente, infelizmente. 2016 não foi uma derrota completa pois eu consegui enxergar as minhas vitórias mesmo que elas não tenham sido do tipo que se dá pra tirar print e postar pra todo mundo ver.

No próximo post falarei um pouco sobre outras opções pra minha vida, sobre o que outras pessoas ficam colocando na minha cabeça, essas coisas.


Até mais, beijos, 
Lariih


Como prometi no post anterior, vou detalhar melhor alguns sentimentos sobre o final de ano. Hoje vou falar de quando descobri que não passei.
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Saí da prova com o gabarito preenchido pra corrigir em casa. Corrigi. 62 pontos, eu tinha conseguido. Eu tinha conseguido. Recontei pra ter certeza e sim. Eu finalmente tinha conseguido, finalmente passei, finalmente dei um passo à frente, finalmente estava vendo aquilo se realizar. 
Chorei muito, emocionada. Eu não parava de chorar e meu sorriso não saia do rosto.  Comemorei contando pras pessoas que mais importavam primeiro, depois postei no Facebook. Eu já tava dentro.

Agora era só continuar estudando pra segunda fase em janeiro e aguardar o sonhado resultado. 

Eu já conseguia imaginar meu 2017, ano mais feliz da minha vida. Ia ter entrado na Unicamp, conseguir tocar o canal pra frente, ver mais meus amigos, fazer amigos novos incríveis, cuidar de mim voltando à academia e fazendo tightlacing, começando projetos fotográficos e cosplays mais fodas, quem sabe o quanto eu cresceria esse ano!  Sonhei muito nesse tempo e estava motivada.

Muita gente me parabenizou, alguns já queriam marcar comemoração. E eu queria muito! Eu mereco! Quanto tempo já não faz?! E venho dado meu sangue nisso. Abri mão de tanto. Tanta coisa, tanta gente, tanto tudo. Foquei, estudei, dei o máximo de mim. Queria muito ir pra São Paulo ver minhas amigas, finalmente eu ia poder ir! Queria é dar uma festa e chamar todo mundo!


A cada dia, a cada momento que eu estava só ou em silêncio, era isso tudo que passava pela minha cabeça. Até que chegou o dia do resultado oficial. Fui pra aula, normalmente. O resultado saiu no meio da aula de história. Todos começam a olhar, comemorar, ficarem aliviados ou surpresos. Eu não passei. 
Os olhos iam enchendo de lágrimas e saí da sala só com o celular na mão. Pouco antes da saída, vejo algumas pessoas também ao celular, mas escuto "Mãe? Eu passei na Unicamp!" Sim, passei!" ... Mais um ano eu não faria essa ligação. 


Saí pra fora do cursinho, ia caminhando até a rua sem saída, desmoronada, aos prantos. Meu namorado estava em prova esse horário, liguei pra minha mãe. Chorei muito, contei. Desesperada. Soluçando ao ponto de ser difícil sair uma palavra inteira. Eu pensava e falava: E agora?!
Com a mão livre, a que não segurava o telefone eu arrancava cabelos e mordia minha própria mão bem forte. Eu não sabia o que fazer e tudo o que eu sonhei foi por água a baixo. "Agora já era né, Larissa. Vai ter que trabalhar", disse ela no telefone. Eu não queria. Não queria que isso fosse real. Eu estava sem opções.
Meu pai não pagaria outro ano de cursinho, ele tinha dito que era o último. como eu ia voltar pra casa agora? Como eu olharia pra ele depois disso... Depois de 3 anos jogando dinheiro fora comigo... Não passei na universidade, não posso fazer cursinho, não está fácil assim arrumar um emprego e aquilo tudo doía demais. Pra mim me restava voltar, andar até a Avenida Brasil e me jogar na frente de um ônibus. 


Mandei mensagem pra uma amiga que tinha pedido pra que eu dissesse pra ela se ela tivesse passado. Ela passou, então avisei. A resposta foi um "E você??" ... Era óbvio que não! Eu sairia cantando aos sete ventos, eu teria dito que Nós passamos na Unicamp, no plural. Achei a pergunta ridícula e ignorei por um bom tempo. Mandei mensagem pra minha melhor amiga, que também não passou. Não demonstrei como eu estava pela mensagem. Foi apenas um "não passamos na Unicamp. :/ ". Mas ela entendia o que era aquilo pra mim e logo em seguida me ligou. Eu em prantos e ela aguentando a barra. "Você quer que eu vá aí?" Disse ela. Aquilo foi minha salvação. Praticamente desabei em choro e implorei pra que ela viesse. Eu não tinha ninguém. Eu precisava de alguém.  


Ela saiu de Sumaré o mais rápido que pôde pra me buscar. Entrou na sala de aula no meio da aula, pegou meu material e saiu. Me salvou. Eu não conseguiria entrar lá no cursinho, passar novamente por essa humilhação. Ah sim, eu vi meu resultado de não ter passado estando no cursinho nos últimos 3 anos também. Mas era nesse que eu tinha a certeza. Era nesse que eu comecei a sonhar. A humilhação que senti foi mil vezes pior. 


Passei o dia todo com minha amiga. Fomos na Pedreira do Chapadão passar um tempo, fomos almoçar, fomos pra casa dela, fomos tomar sorvete, voltamos pra casa dela... Fui pra minha casa quase meia noite, na certeza de que todos estariam dormindo. Eu não estava pronta pra lidar.
Assim foi. Conversei um pouco com meu namorado. Ele também estava desacreditado, afinal, eu havia conseguido os pontos. Contei errado será? Não. Em silêncio assumi na minha consciência a burrada que eu fiz. Pelo resultado oficial do site, eu devo ter passado algumas questões erradas para o gabarito oficial. E um erro desse me custou o ano seguinte. 
Meu namorado me confortava pra que eu não pirasse mais ou fizesse alguma besteira. Ele faria o que tivesse no alcance dele pra me ajudar. Chegou a fazer várias contas de como dava pra ele me ajudar com o cursinho com as suas últimas e poucas economias, estava realmente disposto. Nem que fosse pagar um suficiente pra reduzir as mensalidades pro meu pai.

Aula normal no dia seguinte. Evitando ao máximo o contato com meu pai. Ele me levou pra aula, normalmente eu dou carona pra uma amiga minha, mas como não passei, ela achou que eu não fosse mais. Quando chegamos no cursinho, eis que ela desce do carro da frente. "Ah, olha ela ai.", comentei. "É, Parabéns... Pra ela.", diz meu pai, com tom sério, bravo e irônico. Meus olhos vão se enchendo de lágrimas de novo, sai do carro e bato a porta com força, de ódio. Qual a necessidade daquele comentário? Entrei chorando e não consegui entrar pra primeira aula. Estava claro ali que eu não tinha o apoio dele, que ele estava bravo comigo, que pra mim já era mesmo. Eu estava passando pelo pior momento da minha vida e não tive como contar com meus pais pra me consolar, me ajudar a superar isso, me ajudar a ver minhas opções. Eu me senti sozinha, inútil, abalada e ainda recorria aos pensamentos de que era melhor eu me matar logo.

Procurei dois professores que me apoiavam pra conversar da minha derrota e eles me deram força pra continuar, não desistir, tentar dar um jeito. Era pensamento deles, do meu namorado e meu que meu pai não poderia fazer isso comigo e jogar 3 anos fora em que investiu em mim com cursinho. Triste é que só eles me entendiam. Até mesmo minha irmã não apoiava mais que eu fizesse cursinho. Não entendem nada. Não seria difícil ir atrás de entender, mas dissertarei esses outros pensamentos no próximo post.

Até mais.
Lariih


Eu não consegui escrever isso aqui antes. Hoje é 9 de janeiro e eu tive um final de ano terrível.

Se eu tivesse usando o blog pra desabafar, como antes, teríamos páginas cheias de tristeza. Infelizmente. Tenho passado por muita coisa, muitas falhas e doeram demais. Sinto muito em lhes contar isso, anseio pelo dia que virei aqui trazer várias boas noticias.

2017 vai ser mais um ano de vestibular pra mim. Pois é, isso significa que não passei novamente e estou bem abalada, porém consciente e a pior parte já passou. Custou-me dias chorando, dias sem conseguir olhar meus pais nos olhos. Custou-me lidar com raiva, com descontar em quem não tem culpa de nada... E comigo mesma, que de certa forma não tenho também.

São emoções e sentimentos que tomaram conta de mim e me desgastaram, me consumiam. Houve vezes que eu queria desistir da minha vida. No dia em que soube o resultado, faltou pouco pra eu não me jogar na frente de um ônibus em plena Avenida Brasil. Se eu não tivesse recebido uma ligação de alguém na hora certa me oferecendo ajuda... Quem sabe?

Vou explicar melhor cada sentimento que tive em uma próxima ocasião. Só quis dar meu parecer nesse pequeno post e reforçar que tenho um refúgio pra mim mesma.

Eu estou bem. Vou continuar correndo atrás do meu sonho mais uma vez graças a meu pai, que me deu mais essa chance, meu namorado, que me deu apoio, força e me ajudou a abrir os olhos, e minha melhor amiga, que estava lá quando precisei... E eu nunca achei que existiria esse tal momento onde as pessoas realmente precisam de alguém.

O canal talvez pare, vou voltar pra academia, minha irmã vai estudar comigo no cursinho. Vou ter que sumir mais das redes sociais, tentar cuidar da minha saúde e meu corpo. Essas são as novidades. Embora eu suma de todo o resto... eu tenho esse refúgio aqui e não vou esquecer.


Beijos, Lariih



Peço desculpas aos não bilingues hoje hehehe, pois trago uma música que compus em inglês. Uma música que traz toda a simbologia de Lúcifer como anjo caído, não perdoado, condenado ao inferno num ambiente de aceitação do inferno e negação a um Deus falso.  Sepá, colocar no google tradutor ajuda hehe! Espero que gostem, um dia quem sabe eu grave essa tal música e outras mais inspiradas no universo de Sandman. (Aqui no blog mesmo já escrevi também sobre Desire e Destiny)



World of Lucifer

Why should I belive in things
That makes me think "What if I could be
Forgiven, Forgiven?
These books can't tell me everything
Even if it's true... Maybe they're just lying

For everytime I've been lost
Having only these thoughts
If what I have done
Will be forgiven and will be gone?

Next to Lucifer having a drink
Playing the Piano and I still think
What a hell does God do
If I am still blamed?
And why am I looking for
Be Forgiven and saved?
Forgiven and saved

Welcome to my new world
Of the ones that chose between to live or
A doomed life, A doomed life
Having fear and usuless hope
Through the fake lord like everyone does

I'll enjoy my days
until I die
For what have I become
a free man and not alone

Next to Lucifer having a drink
Playing the Piano and I still think
What a hell does God do
If I am still blamed?
And why am I looking for
Be Forgiven and saved?
Forgiven and saved


"I am the Unforgiven Angel"
He said to me
"But now I have my own world"
It Sounds amazing
"If you're still worried, just join me"
And I will
"Because everything is heaven..."
... if it's not a nightmare


Next to Lucifer having a drink
Playing the Piano and I'll think
What a hell does God do
that deserved your love
And why were we all looking for
to replace a raven for a dove





Ok, calma. Acho que a gente pode começar um pouco mais devagar. 

É foda né? Hoje em dia a gente ama todo mundo e ao mesmo tempo não ama ninguém, então fica difícil começar um relacionamento com uma pessoa e entender de verdade o que é o amor nesse caso. Você sabe que é diferente. Afinal, você ama sua mãe, ama seus amigos, ama a si mesmo, ama seu animal de estimação... Mas e aquele amor pelo namorado/namorada? Esse não é tão natural assim.

Você gosta muito da pessoa. 

Depende muito de como vocês começaram a namorar, de há quanto tempo vocês se conhecem, do quanto vocês se conhecem ou pensam que conhecem. Quando vocês começam a namorar, por mais que já se amavam... O amor começa a ser outro. A pessoa agora é seu/sua namorado/namorada. Você vai aprender a namorar amando.    


A definição de amor está aí ao lado, você pode optar por tentar entender esse paradoxo, por senti-lo sem definir ou seguir outros versos, os do famoso "Deixa a vida me Levar", Hehe.
Devo ter deixado alguns pensamentos na sua cabecinha, então enquanto eles matutam aí, vou seguir essa postagem com algo que não exige pensamento algum. Vai ser a minha história, talvez bem breve, resumida. Mas minha lição aprendida.  Como foi que eu aprendi a namorar?


Bom... Já vou adiantar que não foi no primeiro, nem no segundo namoro. Foi no terceiro e atual. Neste. De agora.  E não foi desde o começo não. Comecei esse namoro como qualquer outro. Problema: Eu tinha 17, ele 26. Um cara tão mais velho assim, outra cabeça. Eu? Nem fiz 18... O que de experiência eu tinha vivido? Vários, mas vários nada. Minha bagagem era: O primeiro namoro durou 3 anos, ele me traiu, entrei em depressão. O segundo namoro não deve ter durado 3 meses direito, ele acreditava em mentiras que os outros espalhavam sobre mim diretamente pra ele, só pra desgraçar a minha vida. E se não fosse pela minha primeira vez, eu teria começado esse namoro praticamente virgem.  Pessoa super protegida pelos pais, certinha, não saia de casa, não conhecia nada além de escola e eventos de anime.

Nos conhecemos pela internet. Nossa, assim soa muito velho, né? Nos conhecemos pelo facebook. Tínhamos um amigo em comum. Ele conversava comigo, eu respondia por educação -risos. Mas ele se mostrou uma pessoa muito legal de se conversar, e fomos levando assim: conversas vai e vem. Temos muito em comum, até mesmo gostar de uma banda que até hoje só conheço mais uma outra pessoa que gosta, que foi quem me apresentou a banda! A imagem que eu tinha dele já era de que isso não ia ficar só na amizade. E pelo visto ele também.

Marcamos de nos encontrar, fomos ao shopping. Rolê de criança, né? 17 anos... Encontrei ele lá sentado no banco me esperando, com 3 barras de chocolate suíço de presente pra mim. Já estamos claros, né? Hahahah! Verdade é que eu já o via como namorado perfeito pelas nossas conversas, e ele também me via assim. Conversamos muito lá no shopping, e parecia que a gente tava só confirmando que era real. Ele era mais bonito do que nas fotos, por sinal. Nesse dia eu o beijei. E ele não é desses. Ele retribuiu, mas sei que se sentiu estranho, por não ser muito de "ficar", como a gente costuma falar. E também por aquela coisa que a gente sentia de que não ia ficar só nisso. Íamos namorar.

Nos encontramos outras poucas vezes e ele enfim disse que não queria apenas aquilo, queria namorar comigo. Eu ainda estava receosa por conta das coisas lá em casa. Imagina só a ideia de namorar um cara basicamente 10 anos mais velho e você não tem nem 18 ainda? Meus pais, que sempre foram durões, iam amar, né? Claro que não! No próximo encontro aceitei. Estávamos muito felizes, parecia que ia ser muito legal e eu gostava muito dele.

Reparou que escrevi que gostava muito dele, né? Pois bem. Namoro é aquela coisa que você aprende amando... Jajá a gente chega lá. Continuando...

Não tinha whatsapp, gente. Nem celulares tão fodas com app do facebook e tal. A gente vivia dos pacotes de sms. Comecei a guardar todas as sms dele, era tudo muito fofo e apaixonado. Sim, eu tinha me apaixonado. Ele também. Me sentia muito feliz. Encontros vem e vão, a gente namorando, umas saídas pra tomar um suco, umas idas à casa dele antes de ir pro meu curso... Ainda bem apaixonados. Mas começamos a ter uns problemas.

Minha falta de liberdade atrapalhava. Tive muitas brigas na minha casa, brigas com ele e tudo mais. Custou pouco mais de 18 anos pra conseguir me libertar, sair e voltar quando eu quisesse. Dormir na casa dele, ir pra rolês mais adultos, curtir barzinhos, experimentar bebidas, etc. Quanto mais a gente finalmente conseguia se ver mais do que dar aqueles rolês de inicio de namoro, mais a gente se conhecia melhor. Além do que a gente se conhecia pela internet. Isso significou que ele conheceu vários defeitos meus, eu conheci os dele. Mas acho que pesou mais pros meus defeitos, senti que eu não era tudo aquilo pra ele, entende?  Eu era bem menos.

Eu era burra, a escola que frequentei foi um lixo. Ser burrinha incomoda quando você tem alguém inteligente do seu lado querendo puxar um assunto, conversar, e você apenas consegue ser superficial, ou não mostra interesse, ou... Sei lá. Isso atrapalhava. Eu sempre tive muitos amigos homens, isso começou a atrapalhar também, pois como eu estava namorando, era como se fosse proibido sair com eles, ir na casa deles, trabalhar com eles. Começou o ciúme. Aí vem a desconfiança do nada, a troco de nada, ele invade meu facebook pra ler conversar antigas... De quando a gente nem tava junto... Por puro ciúme. Minha reação foi apagar tudo com medo de me ferrar, mas me ferrei, pois aí pareceu que eu quis esconder algo, mas não... Só queria evitar o que houve no meu primeiro namoro. Gente achando pelo em ovo. Vendo coisa onde não tem, nunca teve, nunca terá. Ou mesmo se teve... Não terá mais!

Eu estava caindo no erro do primeiro namoro. Eu ia ser refém de um namoro que me prende, que desconfia de tudo o que eu faço, de todas as pessoas ao meu redor, que ia me culpar por muita coisa...Enfim. Quem quer isso? Ele tinha um problema, e eu também tinha um problema. Mas conforme o tempo foi passando a gente foi se gostando cada vez mais, apesar dos pesares... E resolvemos algo simples: Que íamos mudar um pelo outro. Não existe essa coisa de "amar a pessoa como ela é", sendo que você pode SEMPRE ser alguém melhor pra você mesmo e para quem está ao seu redor. Aí é que eu realmente consigo chamar isso de amor.

Você sabe que você ama quando você se vê ao lado da pessoa pra coisas muito mais do que um rolê, um suco, uns beijo, umas conversas... Coisas como, quem sabe, ficar junto pra sempre? Ter a vontade de aturar essa pessoínha sem que tenha um fim. É aí que eu realmente comecei a aprender a namorar, e pelo visto, ele também. Mesmo com tanta experiência a mais do que eu. (Costumo brincar que ele coleciona ex namorada hehe)

O que fazia ele sentir ciúme, agir possessivamente, etc era um problema literalmente da cabeça dele, pois eu nunca dei motivos pra tal. Chamava-se Transtorno de Personalidade Dependente e ele tratou com psicólogo e remédios antidepressivos. Nunca precisei dar motivos, pois esse transtorno funciona da seguinte maneira: tenho 10 horas livres pra dar atenção às pessoas, se 9h eu dei atenção pra ele, mas em uma, foi pra amigos... Nessa uma hora ele já se sentia de lado, cabisbaixo, etc. Isso demorou um pouco pra se manifestar no início do namoro, pois pelo mesmo motivo que ele sentia essas coisas do Transtorno, ele me enchia de mimos pra poder demonstrar ao máximo que queria estar comigo. Romântico? Não! Depois de quase 4 anos de namoro posso afirmar que ele não é.  Era um sentimento grande de não querer ficar sozinho, de encontrar alguém legal e não querer mais que a pessoa vá embora, de precisar muito dela...

Quanto à mim, eu comecei a estudar. Ah, e criei um objetivo de vida que era MEU. Não era pelos meus pais. Decidi que queria fazer Unicamp, por mim. Passou a ser uma das coisas que mais quero até hoje (e que estou quase lá). Comecei a cuidar do meu corpo (exceto esse ano), minha saúde... E muito, mas MUITO disso veio de ajuda dele. Ele sempre fez o possível pra me ajudar. Sempre que está ao alcance dele. Sou muito grata ^^

A gente se ama muito. E a gente aprendeu a namorar amando. A gente se deu uma chance. A gente confia um no outro. A gente conquistou juntos maturidade.

Num próximo capítulo dessa nossa história eu contarei mais sobre como é o nosso relacionamento, que de certa forma, hoje em dia é considerado liberal. Como uma pessoa extremamente possessiva consegue lidar com uma mina beijando a namorada dele na frente dele hoje em dia? heheheh Fiquem ligados nesse mesmo canal.


Até mais!!

Beijos,
Lariih





Olá, Galera! tudo bem por ai?
Bom, ando sumida pelas razões que vocês todos já sabem. Vestibular. Porém, o estresse me faz constantemente querer voltar aqui e desabafar nesse meu cantinho que pode parecer que é abandonado, mas não. Não é mesmo. Só está tudo complicado. 

Estou feliz que meus planos do começo do ano praticamente deram super certo. Meu canal continuou em pé, estou com quase 50 mil inscritos e postando vídeos toda semana. Graças à ter me planejado e gravado todos os vídeos durante as férias. Alguns poucos faltaram editar e alguns outros (por volta de uns 5), gravei depois. Mas tamos aí firmes e fortes... Ah! preciso postar os vídeos do Maniankh aqui no blog hehehe *shame*  ~~~mas sempre confiram lá pelo canal, que é certeza que estarei constantemente atualizando. 
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Pois bem, uma coisa que faz tempo que aconteceu, mas só agora estou tendo um tempinho pra vir falar sobre aqui pra vocês, vai se enquadrar na ala de "minhas experiências", que foi: a primeira vez que fui à um evento como blogueira, digo, de terem me convidado justamente por conta das minhas redes todas como digital influencer.

O evento foi uma mostra de coleções novas de materiais escolares da Foroni, batizado de #meuforoniemcampinas, e pela hashtag, concluímos é claro, que o evento aconteceu em várias cidades. Eu honestamente nem esperava nada de mim como blogueira nessa situação, mas eu AMO material escolar heuheuheuh então simplesmente não ia recusar o convite. 




Aconteceu no hotel Nacional Inn, num showroom equipado com uma impressora enorme, muito legal e instantânea que imprimia as fotos que postávamos no instagram usando a hashtag do evento; uma mesa com comidinhas leves e deliciosas e uma sala com as exposições dos lançamentos. Fui muito bem recebida, como todas as outras blogueiras. Juntaram as primeiras pessoas a chegar em um primeiro grupo e foram nos apresentando a coleção, falando tudo sobre cada uma das novidades. 

Começaram por agendas e cadernos que nada mais eram do que reproduções famosas como cadernos do Batman, agenda da Hello Kit, estojo do Frozen e afins. Até então meu pensamento era "Ok, basicamente vão nos falar tudo que a gente já sabe, sei que o personagem é famoso, sei que isso torna o material mais caro por causa dos royalties e blábláblá". Achei que o evento ia ser bem "meh" e eu não servia pra ir nesses "eventos de blogueira", até porque nada daquilo tinha a ver com o conteúdo que eu geralmente produzo. 

Foi então que me surpreendi logo em seguida. Informações importantes foram passadas como que a marca possui selo FSC (que significa que todo o material é produzido de forma consciente com o meio ambiente, com reflorestamento e demais responsabilidades), falando dos detalhes feitos com hot stamping (que é uma impressão com um toque a mais, com metalizados e afins) e finalmente o mais legal: as linhas próprias que a Foroni criou.

Eu realmente passei a sentir que estava acompanhando novidades, que aquilo era muito legal e que eu adoraria ir sempre à eventos do tipo. Se um caderno não é do Batman, Hello Kit, Frozen e afins, ele só pode ser de cachorrinhos, paisagens de natureza ou esportes radicais, certo? ERRADO! Hahaha!
Pois é, essa era a minha visão até que fui à esse evento. A marca possui essas opções? Claro, com certeza. Há muitas pessoas que gostam. Porém criou linhas que fossem agradar e muito o público estudante de todos os estilos, mas principalmente as meninas, que costumeiramente tem mais apreço pelo material escolar. 

Eu lembrei do meu passado, quando estudante por volta dos 12 anos. Eu amava uma linha da Tilibra chamada de "Menininhas". Eram meninas cabeçudinhas, com corpo fino e de estilos diferentes. E eu adorava desenhá-las! Mas hoje em dia esse tipo de linha já não é tão legal pras crianças e adolescentes de hoje em dia (tá, as adultas também hehehe). Uma linha da Foroni que veio pra ser diferentona, trazendo um grupo de amigas, todas estilosas, mas não iguais, e ainda puxando pra uma vibe mais tecnológica, é a linha Amigas para Sempre. O David (carinha simpático que nos apresentou a coleção), contou que cada uma das meninas vive um dia a dia e tem perfil no instagram! Vê se isso não é moderno e de grande interesse dos adolescentes que diferente de mim, já nasceram cercados por tanta coisa na internet. 

Durante o evento fiz anotações no meu celular com os nomes das linhas pra não esquecer caso eu fizesse um posto sobre o evento (como estou fazendo, deu pra perceber hehe), e agora que estou aqui fazendo, percebi que algumas linhas ainda não constam no site, então creio que só aparecerão lá após o lançamento oficial no Volta às Aulas de 2017 (que pra mim, eu espero que seja um início maravilhoso de início de aulas na universidade!).

Algumas das linhas que pesquisei no site e não encontrei foram a linha Wat?, Like it, Aps Teen e Moonbe. Dessas 4 eu lembro que a Like it tinha uma espampa legal com várias maquiagens <3 E A MOONBE FOI A MINHA LINHA FAVORITAAA! Eu amei o estilo! Amei as estampas e gostaria de ter tudo dessa linha! Caderno, estojo, agenda, bolsa... @___@  Sério, tão fofinho que eu achei que ia morrer... Parafraseando Agnes do Meu Malvado Favorito hehehe! 




Uma outra novidade que tinha lá pra gente conferir eram os estojos, mochilas e bolsas. Uma linha exclusiva nesse quesito foi a Zipped. Mas o que me surpreendeu foi conhecer as novas bolsas estilo Tote Bags. Eu nunca tinha ouvido falar nesse nome, pelo que entendi é uma versão gourmet da famosa bolsa reciclável, daquelas que a gente compra nos mercados, sabe? Porém... não vi nada parecido com isso lá! São bolsas lindas! As linhas todas me pareceram buscar marcar presença como acessório de estilo, não somente aquilo que nos identifica como "aquela menina de mochila/bolsa é uma estudante indo pra aula". Um grande exemplo pra mim foi a linha da Barbie. Você logo imagina uma bolsa rosa pink, que provavelmente só crianças usariam por ter um ar meio infantil.... Pára pára pára! A linha da Barbie me deixou boquiaberta, veio em forma de uma linha adulta, chique, delicada. Até mesmo eu que não sou lá muito feminina usaria uma bolsa da Barbie depois disso. 

Essa questão da forma como trabalharam as bolsas e mochilas foi bem surpreendente! Não é como um caderno, que basta estampar, colocar folhas com laterais coloridas e pronto: um caderno da disney. Foi tudo muito pensado em agradar um público também universitário (tô chegando lá!), ou mesmo pra quem não estuda mas carrega sempre materiais de escritório e tem uma liberdade maior com o trabalho pra não ficar aquela coisa monótona. 

Por fim, conversei com algumas blogueiras, trocamos cartões de visitas e tinha uma em especial que me era muito familiar. Mas tanto eu como ela não conseguíamos nos lembrar de onde nos conhecíamos, foi uma aflição só! Eis que no mês seguinte, quando fui fazer minha depilação, lá estava ela! Ela é uma das minhas depiladoras hahaha! (onde faço não é sempre a mesma pessoa)
Foi bem engraçada a situação ^^ Será um máximo ser convidada pra outros eventos e topar com ela de novo, uma moça super simpática. 

No final do evento recebemos uma sacolinha reciclável com alguns brindezinhos. Creio que cada sacola tinha algo diferente, na minha tinha uma revista dos Minions (que meu priminho de 3 anos adorou), um bloco de anotações do Paul Frank, um fone de ouvido (glória deus, eu estava precisando hahaha!) e um estojo bem reforçado. Ficaram de lembrança também as fotos que imprimi nesse dia :)



Gostei muito dessa experiência e se houver mais, espero contar pra vocês aqui! E claro, espero que gostem de saber dessas coisinhas ^^ 

Espero que me perdoem a falta de fotos pra ilustrar esse dia super legal, mas meu celular é bem lixo (galaxy s4 mini, não comprem heuheuheuh), e basicamente só da dos meus cadernos favoritos ficou legal. Queria muito postar fotos das bolsas, que foi o que achei de novidade mais supreendente, mas o que tenho aqui ficou muito ruim :( Até o próximo evento que me chamarem garanto que as condições aqui vão ser um pouquinho melhores ^^



Beijos e até mais!




Que eu sou fã do universo Harry Potter acho que vocês todos já devem saber, e se não sabiam, pois bem: sou e muito. Mas tem uma coisa que nao tem como vocês não saberem! Que eu amo escrever haha! Agora o inédito: na minha sexta série, quando eu tinha 12 anos, eu passava as minhas tardes escrevendo um livro que narrava a minha história no universo de Harry Potter. Eu deixava o documento no word com senha, pois era só pra mim! Não queria que ninguém jamais lesse. Um dia deixei minha melhor amiga da época ler... Mas ela nem era fã de Harry Potter, nao ia entender nada... E acontece que eu nem sei mais o que houve com essa história. 10 anos depois... não me lembro de nada a não ser o começo e o final. 

No fim do meu terceiro colegial, eu lembro que falei dessa minha historinha para meus melhores amigos daquele ano (que eram os amigos que tinham ido assistir o último filme de harry potter comigo no cinema, e foi mágico) e entreguei presentinhos pra eles no ultimo dia de aula. Esses presentinhos eram os mesmos que eu tinha escrito que entreguei para meus amigos de Hogwarts na minha história. 

Mas por que estou contando isso? Não sei haha! achei que gostariam de saber. 
Mas enfim, além dessa história, eu cheguei a escrever, em 2011,  mais duas sobre o universo de Harry Potter, mais especificamente sobre o Snape. Cheguei a postá-las no meu blog antigo, na verdade em dois blogs. No entanto... Apenas uma delas estava nesses blogs anos depois, quando procurei para lê-las novamente. O que será que aconteceu?

Sério. Procurei loucamente na web sobre a minha história. Nunca a encontrei, mas tenho a certeza de que a publiquei. Comecei a bolar teorias da conspiração que teriam acontecido com essa história, comecei a achar que tinham me hackeado, apagado os registros de que ela existiu por minha autoria para poderem tomar os créditos por ela, etc. 

Obviamente que nao procurei apenas na internet, mas também procurei pelo manuscrito, pois eu tinha escrito antes em um caderno e eu me lembrava bem qual era. Procurei loucamente por esse caderno, revirei minha casa, principalmente meu quarto, até mesmo nos meus lugares esconderijos (de quando eu fazia poemas também lá pela sexta série sobre o quanto eu sofria por amor.... ó as idéias que a gente tem na pré adolescência). Nunca encontrei esse caderno nem nas faxinas mais pesadas que fiz aqui. 

Vocês já devem estar esperando por essa parte, então vamos lá: sim, eu encontrei a história. HOJE. acabo de encontrar as folhas que eu tinha escrito. É, não estava no caderno, são as folhas arrancadas dele. espalhadas em uma pasta com materiais de artes e desenhos antigos. Me emocionei! Fiquei extremamente feliz que depois de 5 anos eu reencontrei minha história perdida, aquela que eu queria tanto encontrar, que devem tê-la roubado do meu blog, que eu criei tantas teorias da conspiração. 

Então... relí. 
E a magia acabou. Eu recuperei a história perdida e de repente ela nao era tudo isso que eu achava que ela era antes. Era a melhor história que eu tinha feito e de repente era uma merda. O que aconteceu?! Como?! Que decepção, fiquei bem desapontada. 

"Ah, é assim mesmo, a gente melhora com o tempo" - disse meu namorado
Mas... Eu continuo amando todas as histórias que fiz nessa época, ou mesmo antes disso. Continuo gostando dos meus contos e demais criações. Por que justo essa que eu perdi e comecei a achar que era a minha melhor escrita, agora eu acho que é uma merda? Justamente tê-la perdido fez com que minha idéia sobre ela se engrandecesse. Hoje, quebrei a cara. Acabou o mistério da história perdida e acabou também a magia que ela tinha na minha cabeça. 

Mas vou tentar reecrever. Quero ver se eu consigo salvar tudo isso ^^

beijos e até a próxima ^^


Esse post eu escrevi à mão dia 21 de março, segunda-feira.

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O Segundo Abraço

Hoje é o dia do segundo abraço, aquele que vale por 2 e aperta não só os braços ao redor das costas, mas também a garganta. É físico o nó que a gente sente, é estranho e incerto. Incerto quanto à se há algo a ser dito, se é choro sendo engolido... Mas que há um sentimento que machuca, isso é verdade.

Por ter nascido no dia do aniversário dele, a piada clássica é sobre a economia de fazer uma festa só. Mas a minha piada foi a primeira frase que você leu; da economia de abraços. Se eu não tivesse nascido em 21 de março, aí seriam 5 abraços por ano, mas por conta disso, então são 4. Ano novo, nosso aniversário, dia dos pais e natal. 

Todos doem igual. São rápidos, duram uma frase ("feliz aniversário, tudo de bom, blablabla" "feliz natal, muita paz, blablabla"), mas como sei sempre quando eles vão acontecer, então há uma ansiedade, tensão. Deve estar esquisito pra vocês eu não estar descrevendo um abraço como porto-seguro, conforto... E pensar que eles são um dos motivos pelos quais eu vim parar aqui na blogosfera. Aqueles apertos na garganta eu sempre aliviei na escrita, desde lá pelos meus 12 anos, eu acho. Hoje faço 21. 

Há quase 10 anos eu relatava a minha pré-adolescência como um diário e isso sempre foi como uma terapia, já falei pra vocês disso recentemente. Eu relatava o quanto eu era presa na minha casa, pelos meus pais super-protetores, já fazia metáforas sobre como eu era uma plantinha de escrtitório, que crescia até alguém cortar de acordo com o gosto dela, que tomava sol quando deixavam, que regavam quando lembravam... ou quando me viam com aquela aparência murcha... Convenhamos: coisas normais para pré-adolescência e adolescência. Mas esse período resultou na enorme indiferença, frieza e distância entre nós dois. 

Eu não sei como começou de verdade, mas eu chuto que isso é fruto de um pai que não esteve preparado para o crescimento da filha. Se fecho os olhos, eu lembro de ouvir o portão do carro abrindo quando ele chegava do trabalho e de sair correndo com minha irmã para esperá-lo na porta, em cima do sofá, pra alcançar o pescoço dele pra poder pendurar e abraçar de verdade - "Papai chegou!".
Na minha infância era tudo perfeito, meu pai além de brincalhão era um professor e me ensinava de tudo antes de eu ir pra escola: desde a minha alfabetização até as primeiras operações matemáticas. Fez pra mim pipas, carrinhos de rolemã e até mesmo um caixão para um passarinho que eu tive e que morreu por volta dos meus 9 anos. 

Então abro os olhos e está tudo diferente hoje, esteve diferente ao longo desses 10 anos. Diferente do comercial de manteiga, diferente da família do chefe, diferente da família dos meus amigos... E eu já tentei reverter isso muitas vezes, sofri muito tentando. Inclusive, em um desses dias que eu desabafava no meu caderno sobre minha relação com ele, arranquei as páginas que contavam tudo o que eu sentia e pensava e dei à ele. Como se fosse uma carta. Ele disse que um dia iriamos conversar sobre aquilo, mas isso já tem 3 anos... e até agora nada. Me pergunto se terá um momento ou se esqueceu. 

Hoje eu já não me importo mais, eu cansei. Ele é o cara que por enquanto me sustenta, mas que eu não vejo a hora de não sustentar mais. Quero mesmo é ser independente, sair da casa dos meus pais, ter a minha vida, meu dinheiro e visitá-los de vez em quando. Tá, ok. eu disse que não me importo, mas na real eu tenho esperanças que a distância provoque saudade, interesse e conversas mais longas do que "dia" (seria um "bom dia").  Acho que talvez reduza ainda mais os abraços do ano...

Apesar dessa relação, meu pai é uma pessoa que tenho orgulho. Um homem de bem, que veio de uma família muito simples e aproveitou boas oportunidades pra subir na vida. Investe o que pode na família em condições de saúde, educação, conforto.. Embora muitas vezes tenha mão fechada, creio que isso é devido aos seus planos pro futuro, e ele não está errado em pensar e planejar isso. Eu combino esse orgulho com gratidão, pois embora falte afeto, nunca faltou mais nada. Tenho condições de acreditar no meu futuro e ter uma boa vida por conta do investimento que ele teve comigo. Uma coisa sobre a qual eu escrevia muito é sobre o quanto eu quis deixá-lo orgulhoso e parece que nunca consegui. Minha chance é passando na Unicamp, coisa que ele sempre quis pras filhas dele, porém... depois de 3 anos de cursinho, tenho medo que vá virar mais um "não fez mais do que a obrigação".  

Falei hoje do abraço porque é o que vivenciei hoje e precisei desabafar. Mas se tem uma coisa que eu não consigo falar é do quanto eu queria ouvir que ele me ama e sente orgulho de mim. 







Olá!

Começaram as minhas aulas nesse meu terceiro ano de cursinho, primeira semana. Está tudo bem. Estou orgulhosa da minha organização, porém com aquele medo de dar relaxo. "Até quando será que eu consigo permanecer assim?", me pergunto... Pois eu nunca passei nem de maio fazendo as coisas tão certinhas. 
Mas esse ano não é questão de conseguir ou não. É uma obrigação, eu nao posso perder o ritmo, perder o foco, perder a noção, perder a cabeça!! Mas parece que já perdi faz um tempo, hehe, eu sei. 

Vocês que estão aqui por conta gostarem dos meus textos, da minha escrita, ou mesmo da questão de ser um dos raros "blogs pessoais em estilo diário da velha geração de blogueiras", vão gostar de mais este post ^^ Assim espero, é claro! E saibam que eu leio os comentários aqui no blog, mas eu geralmente faço isso pelo meu email, e ai.... já sabem né? Dá aquela preguiça de vir responder *desculpa, shame on me*

Estava sem ligar o computador há 3 dias já. O que é muito pra mim, mas de qualquer maneira... não abandonei o celular. Desativei o facebook, não tenho visto um netflix maroto... Eu tenho um fake no facebook por conta dos grupos que eu sou dona ou moderadora e das fanpages do blog e do canal, as vezes eu entro lá pra ver se tá tudo em ordem... Mas já não fico horas lá, não vejo o feed... Eu estou outra pessoa, mas de consciência limpa por estar com foco nos meus estudos e com o canal com quase todos os vídeos prontíssimos pra serem postados ao longo do ano. 

Hoje eu estava fazendo exercícios de matemática, comentei com meu namorado que não estava conseguindo e ele fez pra me ajudar a entender. Ele pediu pra me ligar pra explicar e, sempre fizemos isso, então tudo bem. Mas é foda quando você faz uma coisa de um jeito e a pessoa faz de outro... Você queria que ela entendesse o seu jeito pra poder te ajudar a lapidá-lo, enquanto a pessoa fica tentando impor o jeito dela que oooooooooooobviamente é melhor do que o seu. As vezes é melhor mesmo, mas na hora a gente não pensa nisso e o resultado é apenas: estresse. 

Ficamos uns 20 minutos no telefone, nada amorosos como são os namorados *ou não*, e ele comentou que já não ia mais pra faculdade por conta de ter demorado muito no telefone comigo e já não dava mais tempo... Ai soma o estresse do exercício, mais o estresse desse fato infeliz. Claramente eu fiquei muito pior e briguei com ele por essa culpabilização. Ele sabe dos horários dele, porém ele supôs que conseguiria me ajudar em 5 minutos de ligação. Então ai, querido, desculpa, não importa se você não está vendo as horas, você sabe que o tempo passa e: se você sabe que não vai dar tempo de me explicar, pare, deixe pra outra hora. Muito estresse. Ai que saco, fala que até ai vocês tão comigo, migas?!

Sempre depois que a gente briga ele me manda mensagem. Sempre. Eu já estava até esperando, o famoso "tá tudo bem, não precisa ficar de bico". Saí do meu quarto, fui dar uma volta pela casa. Uma grande caminhada, do meu quarto pra cozinha, e da cozinha pro meu quarto. Não fui pegar nada pra comer, nem sequer abri a geladeira pra pensar. (Eu estou gorda, eu estou me sentindo horrivel e todo mundo fala isso pra mim. Hoje quando fui ao banheiro de manha eu olhei a minha pança e mianossasiora, eu to me sentindo muito mal. Eu quero muito perder isso, mas eu nao posso fazer academia agora e teria que ser só na base da dieta.... eu quero é morrer.) 
Quando eu tenho essas horas de muitas emoções eu penso em escrever, e isso vocês já sabiam. 
Mas hoje eu lembrei que estava devendo uma poesia para uma amiga virtual. Para um projetinho dela <3 "Então tá. Vou escrever" Pensei. E o fiz. O tema é "E se tudo é poesia..." 

Vou deixar a poesia aqui pra vocês pra encerrar o post de hoje :) 

~~~~ Um beijo, Ain! Espero que seu projeto esteja ficando como você imaginou ^^ 

E se tudo é poesia
Então o leque é ampliado
Antes era a brisa, a maresia
Hoje é até o estressado

Ah, que lindo dia
Pra contemplar o meu amado
Mas se tudo é poesia
Serve só deixar um recado

Queria mesmo é expressar um sentimento
Seja amor, tristeza, dor, saudade
Mas agora, no momento
Tô me perguntando se poesia é arte

Pois se tudo é poesia
Não tem nada que não faça parte
Desde o caminho em que eu me perdia
Até mesmo a vida em marte

Ah, que linda noite
Pra relaxar e ler um livro
Mas se tudo é poesia
Considero aquilo que eu me privo?

E se tudo é poesia
Então tudo carrega a rima
Tudo de baixo pra cima
Esteja você sozinho ou em companhia 

E também aquilo que é errado
O cara fumando do meu lado
Um balão sendo estourado
Ou mesmo o bolo queimado

Ah, que linda madrugada
Pra filosofar...pra variar
Mas se tudo é poesia
Até esperarei o dia clarear.