O post de hoje começa com sugestão de música pra acompanhar a leitura:
Se essa acabar, vá para Cold Metal (depois de tudo veja as letras/traduções)
A diferença entre mim e um depressivo
Sem nunca ter ido a um psicólogo para diagnosticar se sou ou não parte dessa turma, meu auto diagnóstico diz que não. Não estou doente, eu acho. Não sou depressiva. Tenho meus momentos, mas acho que na medida normal, como qualquer ser humano.
Esses dias andei pensando nisso e a conclusão que cheguei é que a diferença entre mim e um depressivo (claro, tirando a diferença da química da depressão que acontece na cabeça do indivíduo) é a atribuição dos pesos às coisas, que vamos vivendo acumulando experiências, vivências, situações, relações e atribuindo a elas determinados pesos.
Nesse dia, eu estava me sentindo solitária, que ninguém se importava real comigo, de mudar a rotina pra me ver, deixar de marcar um outro compromisso pra estar do meu lado, essas coisas. Queria viajar, ver amigas de fora da minha cidade, mas tive a impressão de que se eu fosse ninguém me acolheria, ninguém passaria o dia comigo, etc e tal. Pensamentos como: O quão mais importante eu teria que ser? Estou à sombra? Que diferença eu faço? Esses pensamentos vão acumulando e pesando.
Talvez a diferença de mim para um depressivo seja a capacidade de colocar coisas no outro prato da balança, pra equilibrar as coisas. Colocar pensamentos como: Não é bem assim, não estou só e, podem não ser elas, mas tenho outras pessoas que fazem a questão de que eu esteja ao lado, passar um dia, fazer com que eu me sinta importante.
A diferença então talvez seja essa: a de conseguir contrabalancear as coisas; ser capaz de ver além daquilo que vem pra ofuscar. Vou colocar mais um setor de pensamentos de exemplo, quanto ao meu canal:
Por que ninguém me apoia no que eu faço? Não compartilha nenhum vídeo do meu canal, não deixa um comentário positivo? Por que tantos dizem pra eu continuar, mas aparentemente ninguém se interessa em sequer acompanhar o que eu estou fazendo? X e agora vou contrabalancear com: Por que me preocupo com quantidade? Sempre tem ao menos uma pessoa que comenta que foi útil, eu não deveria me preocupar com outras coisas sendo que ajudei alguém. Nunca fiz esperando nada em troca, eu gosto do meu trabalho e me orgulho dele, tendo platéia ou não!
E assim vai por todos os setores da vida. O ideal é conseguir contrabalancear todos eles: meu corpo, meu cabelo, meu namoro, minha família, minhas amizades, minha condição financeira, minha exposição na internet, minha faculdade, minhas atitudes, minha mente...
Talvez o dia em que eu não conseguir mais dar esse equilíbrio às coisas sozinha, ai sim eu precise de um guia, um psicólogo, um disgnóstico. Claro, dizem que é bom pra todo mundo, preventivo e afins. Mas nós sabemos quando simplesmente não vamos -> e não quer dizer que não nos preocupamos.
Justamente esses momentos, por exemplo, tornam claro pra mim, que o mínimo necessário é ser capaz de fazer essa análise sobre mim mesma. E reconhecer quando preciso de ajuda ou apenas precisava desabafar e passar por uma situação.
E na esperança que isso ajude alguém, alem de mim mesma, é nessa que eu vou.
AAAAAAAAA
AGORA JÁ CHEGA!
A procastinação é uma coisa muito forte, bicho!
Tive que dar uma surtadinha aqui pra vir aqui um pouco e escrever, coisa que quero sempre, mas por algum motivo não faço.
Eu escrevia tanto - quase todos os dias na verdade - quando comecei a bloggar lá pelos meus 13/14 anos. Acontece que em sua maioria, os momentos que me levavam a escrever eram frustrações, insatisfações, reflexões, crises existenciais, etc e tal.
Eis que não tenho parado pra contar o meu dia a dia, não tenho parado pra criar novas músicas, crônicas, contos, poemas... Sinto falta do meu Eu mais criativo, mas tenho medo que esse Eu existia fruto das frustrações. Será que não tenho feito mais nada do tipo por estar feliz?
Alcancei meu objetivo e me sinto realizada... Mas menos produtiva.
Agora tenho portas abertas! Tenho mais tempo! Tenho colegas pra dividir isso! Tenho equipamento à disposição! O que falta??
A maldita inspiração, um pouco de dedicação a isso também talvez, ou organização do meu tempo... Bem provável.
Tenho a vontade de fazer de tudo, mas não estou fazendo NADA. Isso claramente me incomoda: eu não sei o que fazer primeiro, não sei quando fazer cada coisa, não sei nem se realmente vou fazer algo.
Abstrato demais né? Sim... Quero fazer fotos, edições, curtas, histórias, clipes, oficinas, ler livros, ver séries (sim, gente, até nisso eu tô procastinando), e rever coisas também! - o que me deixa culpada, pois como vou dizer que estou aproveitando meu tempo revendo coisas que já vi se tem tanta coisa nova pra explorar? - quero cantar, quero aprender instrumentos, e quem sabe dança?? ou mesmo confeitaria, costura, sem algum peso na consciência quanto minha saúde, meu peso, meu corpo. Já não basta os limites de tempo e dinheiro, tenho que me limitar na mente e no corpo também?!
Eu não consigo fazer nada, não consigo ser nada.
Mas foi só ter feito o primeiro passo - abrir essa página em branco - e começar a por isso pra fora, que já fiz algo. Já retomei a frustração que antes era a fonte da minha criatividade.
Era só dar um primeiro passo.
Agora quem sabe darei outro...
Lariih
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Um beijo pra vocês, e até o próximo vídeo!
Lariih Mendes
"Promete que vai me escrever?" - Fala do final de algum filme de Harry Potter... Cálice de fogo, acho. Rs É o que esse blog me diz. Afinal, que merda né? Eu só venho as vezes aqui dar umas caras.
Vamos começar colocando a playlist que estou ouvindo enquanto escrevo, e ando viciada...
Eu devia ter vindo mais aqui, sabe? Fazer um diário de como foi esse ano, queria muito poder não contar apenas com minhas memórias pra lembrar disso tudo depois. Quem já me conhece já sabe, não digo isso por ter sido noooooooossa, que ano dahora... Mas por sempre ter pensamentos demais, precisar esvanecer. Aliás essa palavra lembra Evanescence, rs Mas mudei de banda na hora de escrever esse texto aqui. Ando vidrada na voz da Aurora e as músicas me deixam tão introspectivas quanto Ev, com a exceção de que Ev tem a carga nostálgica e emocional de toda minha juventude.
Mas Então já que estou aqui, vamos começar com boas notícias, que tal? Passei a primeira fase da Unicamp ^^ Fiquei imensamente feliz com isso, não estava acreditando. Corrigi meu gabarito e achei que não dava. USP eu tive certeza q não deu, caguei naquela prova. Tudo bem que caguei na da Unicamp tbm, mas um pouco menos, ainda bem. Eu já estava planejando meu plano (insira aqui uma letra, eu perdi as contas). Meu currículo e portfólio já estavam prontos, mas eis que cá estou eu estudando pra segunda fase. Hoje é no caso um dia de saco cheio rs, 21 de dezembro, cansada, ia só deitar e ouvir música, mas esses pensamentos já iam fluir mesmo, então por que não escrevê-los, right? Here I am.
Foi um ano de muito esforço, mas de reconhecimento também. Passei a reconhecer uma admiração pelas pessoas de um jeito ainda maior do que eu já tinha. Sinto a necessidade de falar pra elas o quanto gosto, o quanto acho fodas, e choro fazendo rs já que sou bem emotiva. Um exemplo foram alguns professores dos quais já me despedi por ser última semana de aula. Apesar de tão duro o ano, existe ali uma equipe que te entende mais do que qualquer pessoa dentro da sua casa.
Esse tempo todo que não passei nem na primeira fase, tenho focado no quanto é difícil pra mim, porém nem depois de 4 anos eu consegui, com meu esforço, chegar próximo de uma nota que alguém que quer medicina precisa atingir. E eu não quero que alguém exalte o meu sucesso, se eu obtê-lo, e não exalte todo o esforço de alguém que não passou, mas foi tão melhor que eu nas provas. Se eu mereço isso, essas pessoas merecem muito mais. Muitos são meus amigos, uma é minha irmã, e ver o sentimento de fracasso onde na verdade é uma vitória não reconhecida é triste mais.
To ansiosa pra acabar o ano logo, começar uma vida nova, to há praticamente 4 anos apenas nesse mundo de me matar pelo vestibular. E passando ou não na Unicamp, vou mudar de vida. Eu já cansei e não quero mais isso pra mim. Enough. Passando ou não, eu vou comemorar mais o FIM disso do que a aprovação em si hahahaha! Só quem passa por isso sabe o quanto é desesperador mesmo...
Bom, espero que esteja bom por hoje.
Vou-me,
See Ya, Lariih
Outubro, novembro.
E ai já não sei mais.
Só espero.
Hoje é domingo, 19 de março.
Tive aula a semana toda, inclusive ontem. Hoje tive um simulado pela manhã e saí as 12h30 com uma chuvinha boa. Cheguei no ponto de ônibus e a chuva aumentou bastante, então acessei o aplicativo pra ver quando passaria o ônibus: dali 15 minutos.
Domingo, 15 minutos num ponto de ônibus, sozinha, com muita chuva... Pensei em chamar um Uber, mas fiquei me convencendo que passaria rápido e não aconteceria nada comigo.
Eis que chega um senhorzinho, nota que estou de fone e acena pra falar comigo.
- Moça, posso ver que horas são? - Apontando para o celular.
- Claro. - Mostrei.
- Ah, que bom, já deve estar pra passar o ônibus. - disse enquanto chacoalhava o guarda-chuva.
- Que ônibus o senhor vai pegar?
- 382. - ele respondeu enquanto eu acessava o ponto novamente no aplicativo.
- Ele vai demorar uns 10 minutos.
- Ah, obrigado.
Um minutinho apenas de silêncio e ele começa a conversar comigo.
- Tive que voltar mais cedo hoje por causa da chuva, a gente estava distribuindo marmita pros moradores de rua, distribuímos umas 100. Faço isso toda semana com o pessoal da igreja. Ai com a chuva o padre mandou parar e estamos voltando.
- E pelo jeito essa é uma chuva daquelas que dura a tarde inteira, né?
- É sim. - breve pausa - O Jonas - prefeito de Campinas - foi um incapaz em lidar com o caso dos moradores de rua, ontem ele colocou uns no ônibus e mandou pra Santos...
- Nossa! Como assim?! Vai simplesmente mudar o problema de lugar... Ninguém resolve nada mesmo.
- Só em São Paulo são 100 mil moradores de rua. E a gente conversa com eles, sabe? A gente faz um trabalho de assistente social, tem que fazer. Muitos perdem a identidade e não sabem nem mais quem são.
Mais um minutinho de silêncio e o assunto muda. Volta pra chuva.
- Ai a gente chega em casa e tem que ouvir aquele Datena falando mal da chuva. Ele e o outro lá da Record. - Assenti com um riso e ele continuou - E não é só eles não, até o William Bonner, se você ver, vai lá anunciar a previsão e fala da chuva como "Tempo ruim", não existe isso de chuva ser tempo ruim.
- O pessoal acha que é culpa da chuva as merdas que acontecem, enchentes e tal. Mas é a gente mesmo. - respondi concordando.
- Tempo ruim é o que estamos vivendo hoje.
Nesse momento minha cabeça fez aquele famoso BOOOM, Vou descrever meu pensamento: PUTA QUE PARIU, REAL OFICIAL. "TEMPOS RUINS ESTÃO POR VIR, HARRY." "AAAAAA EU PRECISO CHEGAR EM CASA E ESCREVER SOBRE ISSO.
Mas claro que por fora eu estava apenas parada no ponto de ônibus, sem esboçar essa reação e já grata por essa conversa. Achei que era isso. Mas não. Continuamos.
- Ah, mas o tempo tá bom pra chegar em casa, ver televisão. - Ele disse. - E comer bolo de mãe.
- Nossa... Sim! A minha nem faz mais, hoje em dia o pessoal só compra. - Que vontade que deu.
- É, tem tanta loja de bolo agora, até uma sobrinha minha entrou nessa de vender bolo.
- Pena que comprar o bolo não vem junto aquele cheirinho que fica na casa inteira um tempo antes e um tempo depois de pronto.
- É... Isso aí era bom... - pausa nostálgica, creio eu. - Dia de chuva a mãe mandava a gente sair pra tomar banho de chuva, ai depois entrava, tomava banho e ficava quentinho em casa comendo bolo.
Água da chuva é remédio, sabia? Minha tia é benzedeira, sabe o que é? - fiz que sim e ele prosseguiu. - Ela usa água da chuva, e cura mesmo. E eu estudei, sei que é verdade. Fiz ciência, hoje seria alguma coisa de engenharia. Vi matemática, fisica, química, tudo avançado. A água da chuva é ionizada, por isso que as plantas crescem e faz bem pra nossa cabeça.
Nos minutinhos de pausa de agora pensei em todas as comidas gostosas pra dia de chuva, bolo, torta, rocambole, pudim, brigadeiro, bolinho de chuva, broa, rosquinha... Ou seja, todas as comidas. Não comi nada hoje ainda hehehe Então sim, vontade de tudo isso.
- Hoje em dia não tem mais essas coisas e o pessoal fala mal da chuva. as crianças só ficam no celular, uns 30 aplicativos e pra quê? qual a utilidade? Rede social só serve pro pessoal inventar mentira.
- É, tem de monte mesmo. - eu ainda estava estasiada pensando em "Estamos em tempos ruins, mas não é a chuva", não consegui pensar em algo melhor. Ele continuou falando um pouco disso e mudei meu pensamento para incrédula, pois tudo o que esse senhor estava falando eu estava em contato na manhã do mesmo dia e na semana passada também. Tecnologias e relacionamentos humanos. Um era um texto da veja sobre A Era da Solidão Acompanhada, o qual discordei. O outro está aqui na sacola à 2 metros de mim, mas estou com preguiça de ver qual era, mas na mesma vibe: de que a tecnologia piorou as relações humanas. Discordei também. Embora eu entenda o ponto de vista dos mais velhos e este fora justamente o que abordei na redação do simulado de hoje. É difícil pras gerações mais velhas entender como as relações humanas se adaptaram às tecnologias. Não só se adaptaram como estenderam essas relações.
E nesse momento parece que estou reescrevendo todo o meu texto aqui. Não dá pra dizer que hoje você vai jantar com a família e todo mundo fica no celular, não prestando atenção ao seu redor, uma vez que essa cena poderia ser vista da mesma forma, só que com um jornal, na época dos nossos avós. E o quanto a tecnologia nos coloca em contato com pessoas fora no nosso ciclo rotineiro? De qualquer lugar do mundo, ou mesmo parentes que hoje moram muito longe.
Dizem que não há mais contato do tipo olho-no-olho, o próprio senhorzinho que conversava comigo hoje é um exemplo dos que pensam isso. Mas, como aprendi semana passada com um amigo do cursinho e como coloquei na redação de hoje, a conexão humana se estende para o mundo virtual e tem as mesmas sensações que quando estamos diante de alguém que amamos, ouvindo essa pessoa falando com a gente. Sentimos o mesmo se ela fala do outro lado da carta, do telefone, do whatsapp. Mas hoje com mais dinamismo e rapidez.
- Hoje as coisas são tudo muito rápido - Disse o senhorzinho. - E ninguém precisa de tudo isso.
Pois é, eu queria ter chamado um Uber pra não esperar 15 minutos na chuva. E olha que conversa bacana eu ia ter perdido! Fui olhar no aplicativo mais uma vez.
- Nossos ônibus são os próximos, vai vir primeiro o meu e logo atrás o seu. - Mostrei a tela pra ele e falei bem brevemente de como ele funcionava. Ele adorou! - Ah, olha lá eles. Primeiro o meu e depois o seu, bem como eu falei.
- Nossa! E não é que funciona mesmo? Obrigado viu, moça.
- Viu, tem uns que são úteis! hehehe! Tchau!
Ele se despediu e eu embarquei.
Eu sabia que não tinha terminado ainda os meus relatos sobre tudo isso que tenho passado, mas não lembrava de o que faltava falar. Precisei ler o post anterior pra saber que na minha cabeça estava na lista de falar no próximo post sobre " outras opções pra minha vida, sobre o que outras pessoas ficam colocando na minha cabeça, essas coisas".
Vamos então. Outras opções pra minha vida.
A parte chata disso tudo não é saber que tenho outras opções. Não é eu ir atrás de outras opções. Não é planejar planos B, C, D e assim vai. É justamente ter que lidar com outras pessoas na sua vida te sugerindo o que você deve fazer. "Já pensou em concurso público?" "Mas e o FIES/PROUNI?" "Sabia que tal faculdade tem concurso de bolsa?" "Por que você não faz uma mais fácil agora e depois faz a que você quer?" E assim vai. Várias vozes da experiência surgem sem eu ter pedido, como se eu não fosse capaz de pensar por mim mesma sobre as minhas opções, sobre o que eu tenho que fazer. Lamento se você que está lendo foi uma delas, sei que o intuito é dos melhores. Mas tente um pouco se colocar no meu lugar... Talvez assim dê pra entender que quando eu digo que não passei e afins, você não precisa falar nada do tipo "outras opções". Você pode falar simplesmente um "que pena" que tá tudo bem, sério.
Mas isso é minha vida.
Confesso que já me esqueci do que eu tinha que escrever.
Tinha de ter escrito bem antes, quando estava sentindo tudo aquilo. Não agora, que já estou tranquila e que já passei pela fase de aceitação sobre meu ano.
Já estou remediada de tudo o que estava consumindo minhas energias e pronta pra encarar meu quarto ano de cursinho.
Acho que posso começar por aí. Pelo cursinho:
Todo mundo acha que pagar cursinho é o mesmo que pagar sua vaga numa universidade. Não, não é. Eu também achava, antes de fazer cursinho, é claro. Pagar por um cursinho é pagar por uma estrutura de um lugar, professores pra dar aula e ainda ter que ter grana pra comer e andar de ônibus. Não está incluso nisso toda a sua dedicação, atenção, concentração... Enfim, tudo aquilo que você realmente precisa pra passar. Ir à aula não é o mesmo que estudar; e estudar é uma coisa desgastante e que pouquíssimas pessoas (ao menos do Brasil) saberão um dia o que é. É, alem de ver 7 horas de aulas, ainda conseguir estudar mais 7 horas de exercícios e leitura, isso sendo na verdade o ideal. Isso e ainda lidar com pressão, stress, abdicar de tudo o que te faz feliz, de ver amigos, de conversar, de dormir até mais tarde no final de semana...
Eu sai do meu ensino médio sem nunca ter estudado. E demorei 2 anos de cursinho pra realmente conseguir fazer isso. É um hábito difícil de pegar, e mais difícil ainda de pegar no cursinho: pois você não dá conta de tudo. É muita matéria, muita coisa pra fazer e você não consegue fazer nem metade. Nos dois anos anteriores eu desisti no meio do ano de tentar conseguir. Mas esse ano era o ano. Eu estive focada o ano todo, consegui aproveitar o cursinho, consegui estudar, consegui aprender mais as matérias que não entravam na minha cabeça, eu estava simplesmente conseguindo! Todos os finais de semana eu fazia simulados, durante a semana eu saia de casa 6h da manhã e voltava quase 20h.
Isso me evoluiu, mas ao mesmo tempo acabou com a minha saúde, e ela já não é boa. Passei o ano tomando remédios, indo à médicos, engordei pra caralho, destruí meu corpo e minha auto estima comigo mesma. O canal tava em pé, eu tinha gravado os vídeos do ano todos (na verdade uns 90%) nas férias do começo de ano, mas eu não estava mexendo nele, então eu quase não tive nenhuma distração. Eu tranquei meu facebook no começo do ano, reativei depois da metade dele apenas. E mesmo assim meus pais acham que isso é um problema e que eu fico perdendo meu tempo lá.
Tive erros? Claro que tive. Sempre dava pra gente ter feito mais. E o importante é que eu sei quais são, pois aí sei o que corrigir. E inclusive, muitos dos meus professores mesmo acham que abrir mão de tanta coisa é um desses erros. E é por isso que este ano voltarei à academia pra juntar um pouco os benefícios que ela me trará quanto ao stress dos estudos e quanto à minha saúde. O canal eu vou parar mesmo, mas como eu já disse no começo do post, tá tudo bem. Já aceitei.
Mas então. Voltando ao começo do post, eu disse que todo mundo acha que cursinho é a porta da universidade, certo? certo. E pra completar o pensamento, a questão é basicamente que eu estou indo pro quarto ano de cursinho e simplesmente ninguém entende qual é a dificuldade que eu tenho de passar. Isso porque simplesmente ninguém entende nada da minha vida. Pensam que eu tenho tudo, todas as condições e que isso é o suficiente. Quando eu passar na universidade vai ser uma comemoração de eu finalmente ter passado, mas vai ser um: "não fez mais do que a obrigação." "também?! Quatro anos de cursinho até eu!" "finalmente deu um passo pra frente" "deve ter cansado de desperdiçar a grana do pai dela" etc e tal.
E é por isso que vou ter que estar preparada pra sofrer com as pessoas até mesmo quando eu conseguir realizar meu objetivo que é de passar na universidade.
Ninguém considera o ensino médio de LIXO que eu tive. "Ah, mas foi particular".... O maior erro dos meus pais. Pensaram que é um fato que particular > pública. A minha escola foi uma das piores, ensino médio + técnico, tudo no período da manhã misturado. Eu tive metade das aulas do ensino médio que as pessoas de escolas normais tiveram e nem foram aulas boas como era de se esperar. Não fui preparada para nada. Saí de lá sem saber fazer uma fatoração. Então eu sei bem o quanto eu consegui evoluir durante o cursinho.
Minha irmã, por outro lado, teve a chance de fazer um cursinho pré vestibulinho, e passou na ETECAP. Uma escola pública daqui de Campinas, com um ensino não bom, mas melhor do que eu tive. Além disso, ela tem cotas quando presta vestibular. Taí um ponto sobre cotas que eu não concordo. Nossos pais, nossa condição familiar é a mesma, mas ela ganha pontos e eu não. Mas tem aquele MAS: "Mas ela quer medicina". E tá tudo bem. Eu torço muito por ela. Quero que ela realize os sonhos dela. Unica coisa que me incomodam é a comparação que fazem entre a gente. O tanto de ponto que ela tem que fazer pra passar em medicina é o mesmo que o meu, já que ela tem cota. Então a gente basicamente tem que estudar o mesmo tanto. Só que por eu querer um curso de humanas, estar a mais tempo prestando e não estar prestando pra medicina, só eu tenho a pressão nas minhas costas.
Qual é a do meu curso? Midialogia, 3º curso mais concorrido da unicamp. 30 vagas, só 30 fucking vagas! E gente de todo canto do Brasil presta prova da Unicamp, no último ano foram mais de 1500 pessoas. Pra segunda fase passam menos de 200 pessoas. E como vocês viram no primeiro post... Era pra eu ser uma dessas 200 se não fosse pelo meu erro no gabarito. O que já era uma conquista e tanto pra mim. Era não, foi. Eu senti a conquista, eu comemorei por dias até receber a má notícia. Mas eu consegui sim, só não oficialmente, infelizmente. 2016 não foi uma derrota completa pois eu consegui enxergar as minhas vitórias mesmo que elas não tenham sido do tipo que se dá pra tirar print e postar pra todo mundo ver.
No próximo post falarei um pouco sobre outras opções pra minha vida, sobre o que outras pessoas ficam colocando na minha cabeça, essas coisas.
Procurei dois professores que me apoiavam pra conversar da minha derrota e eles me deram força pra continuar, não desistir, tentar dar um jeito. Era pensamento deles, do meu namorado e meu que meu pai não poderia fazer isso comigo e jogar 3 anos fora em que investiu em mim com cursinho. Triste é que só eles me entendiam. Até mesmo minha irmã não apoiava mais que eu fizesse cursinho. Não entendem nada. Não seria difícil ir atrás de entender, mas dissertarei esses outros pensamentos no próximo post.
Eu não consegui escrever isso aqui antes. Hoje é 9 de janeiro e eu tive um final de ano terrível.
Se eu tivesse usando o blog pra desabafar, como antes, teríamos páginas cheias de tristeza. Infelizmente. Tenho passado por muita coisa, muitas falhas e doeram demais. Sinto muito em lhes contar isso, anseio pelo dia que virei aqui trazer várias boas noticias.
2017 vai ser mais um ano de vestibular pra mim. Pois é, isso significa que não passei novamente e estou bem abalada, porém consciente e a pior parte já passou. Custou-me dias chorando, dias sem conseguir olhar meus pais nos olhos. Custou-me lidar com raiva, com descontar em quem não tem culpa de nada... E comigo mesma, que de certa forma não tenho também.
São emoções e sentimentos que tomaram conta de mim e me desgastaram, me consumiam. Houve vezes que eu queria desistir da minha vida. No dia em que soube o resultado, faltou pouco pra eu não me jogar na frente de um ônibus em plena Avenida Brasil. Se eu não tivesse recebido uma ligação de alguém na hora certa me oferecendo ajuda... Quem sabe?
Vou explicar melhor cada sentimento que tive em uma próxima ocasião. Só quis dar meu parecer nesse pequeno post e reforçar que tenho um refúgio pra mim mesma.
Eu estou bem. Vou continuar correndo atrás do meu sonho mais uma vez graças a meu pai, que me deu mais essa chance, meu namorado, que me deu apoio, força e me ajudou a abrir os olhos, e minha melhor amiga, que estava lá quando precisei... E eu nunca achei que existiria esse tal momento onde as pessoas realmente precisam de alguém.
O canal talvez pare, vou voltar pra academia, minha irmã vai estudar comigo no cursinho. Vou ter que sumir mais das redes sociais, tentar cuidar da minha saúde e meu corpo. Essas são as novidades. Embora eu suma de todo o resto... eu tenho esse refúgio aqui e não vou esquecer.
Beijos, Lariih
World of Lucifer

That makes me think "What if I could be
Forgiven, Forgiven?
Even if it's true... Maybe they're just lying
For everytime I've been lost
Having only these thoughts
If what I have done
Will be forgiven and will be gone?
Playing the Piano and I still think
What a hell does God do
If I am still blamed?
And why am I looking for
Be Forgiven and saved?
Forgiven and saved
Of the ones that chose between to live or
A doomed life, A doomed life
Having fear and usuless hope
Through the fake lord like everyone does
I'll enjoy my days
until I die
For what have I become
a free man and not alone
Next to Lucifer having a drink
Playing the Piano and I still think
What a hell does God do
If I am still blamed?
And why am I looking for
Be Forgiven and saved?
Forgiven and saved
He said to me
"But now I have my own world"
It Sounds amazing
"If you're still worried, just join me"
And I will
"Because everything is heaven..."
... if it's not a nightmare
Playing the Piano and I'll think
What a hell does God do
that deserved your love
And why were we all looking for
to replace a raven for a dove
Devo ter deixado alguns pensamentos na sua cabecinha, então enquanto eles matutam aí, vou seguir essa postagem com algo que não exige pensamento algum. Vai ser a minha história, talvez bem breve, resumida. Mas minha lição aprendida. Como foi que eu aprendi a namorar?
Bom... Já vou adiantar que não foi no primeiro, nem no segundo namoro. Foi no terceiro e atual. Neste. De agora. E não foi desde o começo não. Comecei esse namoro como qualquer outro. Problema: Eu tinha 17, ele 26. Um cara tão mais velho assim, outra cabeça. Eu? Nem fiz 18... O que de experiência eu tinha vivido? Vários, mas vários nada. Minha bagagem era: O primeiro namoro durou 3 anos, ele me traiu, entrei em depressão. O segundo namoro não deve ter durado 3 meses direito, ele acreditava em mentiras que os outros espalhavam sobre mim diretamente pra ele, só pra desgraçar a minha vida. E se não fosse pela minha primeira vez, eu teria começado esse namoro praticamente virgem. Pessoa super protegida pelos pais, certinha, não saia de casa, não conhecia nada além de escola e eventos de anime.
Nos conhecemos pela internet. Nossa, assim soa muito velho, né? Nos conhecemos pelo facebook. Tínhamos um amigo em comum. Ele conversava comigo, eu respondia por educação -risos. Mas ele se mostrou uma pessoa muito legal de se conversar, e fomos levando assim: conversas vai e vem. Temos muito em comum, até mesmo gostar de uma banda que até hoje só conheço mais uma outra pessoa que gosta, que foi quem me apresentou a banda! A imagem que eu tinha dele já era de que isso não ia ficar só na amizade. E pelo visto ele também.
Marcamos de nos encontrar, fomos ao shopping. Rolê de criança, né? 17 anos... Encontrei ele lá sentado no banco me esperando, com 3 barras de chocolate suíço de presente pra mim. Já estamos claros, né? Hahahah! Verdade é que eu já o via como namorado perfeito pelas nossas conversas, e ele também me via assim. Conversamos muito lá no shopping, e parecia que a gente tava só confirmando que era real. Ele era mais bonito do que nas fotos, por sinal. Nesse dia eu o beijei. E ele não é desses. Ele retribuiu, mas sei que se sentiu estranho, por não ser muito de "ficar", como a gente costuma falar. E também por aquela coisa que a gente sentia de que não ia ficar só nisso. Íamos namorar.
Nos encontramos outras poucas vezes e ele enfim disse que não queria apenas aquilo, queria namorar comigo. Eu ainda estava receosa por conta das coisas lá em casa. Imagina só a ideia de namorar um cara basicamente 10 anos mais velho e você não tem nem 18 ainda? Meus pais, que sempre foram durões, iam amar, né? Claro que não! No próximo encontro aceitei. Estávamos muito felizes, parecia que ia ser muito legal e eu gostava muito dele.
Reparou que escrevi que gostava muito dele, né? Pois bem. Namoro é aquela coisa que você aprende amando... Jajá a gente chega lá. Continuando...
Não tinha whatsapp, gente. Nem celulares tão fodas com app do facebook e tal. A gente vivia dos pacotes de sms. Comecei a guardar todas as sms dele, era tudo muito fofo e apaixonado. Sim, eu tinha me apaixonado. Ele também. Me sentia muito feliz. Encontros vem e vão, a gente namorando, umas saídas pra tomar um suco, umas idas à casa dele antes de ir pro meu curso... Ainda bem apaixonados. Mas começamos a ter uns problemas.
Minha falta de liberdade atrapalhava. Tive muitas brigas na minha casa, brigas com ele e tudo mais. Custou pouco mais de 18 anos pra conseguir me libertar, sair e voltar quando eu quisesse. Dormir na casa dele, ir pra rolês mais adultos, curtir barzinhos, experimentar bebidas, etc. Quanto mais a gente finalmente conseguia se ver mais do que dar aqueles rolês de inicio de namoro, mais a gente se conhecia melhor. Além do que a gente se conhecia pela internet. Isso significou que ele conheceu vários defeitos meus, eu conheci os dele. Mas acho que pesou mais pros meus defeitos, senti que eu não era tudo aquilo pra ele, entende? Eu era bem menos.
Eu era burra, a escola que frequentei foi um lixo. Ser burrinha incomoda quando você tem alguém inteligente do seu lado querendo puxar um assunto, conversar, e você apenas consegue ser superficial, ou não mostra interesse, ou... Sei lá. Isso atrapalhava. Eu sempre tive muitos amigos homens, isso começou a atrapalhar também, pois como eu estava namorando, era como se fosse proibido sair com eles, ir na casa deles, trabalhar com eles. Começou o ciúme. Aí vem a desconfiança do nada, a troco de nada, ele invade meu facebook pra ler conversar antigas... De quando a gente nem tava junto... Por puro ciúme. Minha reação foi apagar tudo com medo de me ferrar, mas me ferrei, pois aí pareceu que eu quis esconder algo, mas não... Só queria evitar o que houve no meu primeiro namoro. Gente achando pelo em ovo. Vendo coisa onde não tem, nunca teve, nunca terá. Ou mesmo se teve... Não terá mais!
Eu estava caindo no erro do primeiro namoro. Eu ia ser refém de um namoro que me prende, que desconfia de tudo o que eu faço, de todas as pessoas ao meu redor, que ia me culpar por muita coisa...Enfim. Quem quer isso? Ele tinha um problema, e eu também tinha um problema. Mas conforme o tempo foi passando a gente foi se gostando cada vez mais, apesar dos pesares... E resolvemos algo simples: Que íamos mudar um pelo outro. Não existe essa coisa de "amar a pessoa como ela é", sendo que você pode SEMPRE ser alguém melhor pra você mesmo e para quem está ao seu redor. Aí é que eu realmente consigo chamar isso de amor.
Você sabe que você ama quando você se vê ao lado da pessoa pra coisas muito mais do que um rolê, um suco, uns beijo, umas conversas... Coisas como, quem sabe, ficar junto pra sempre? Ter a vontade de aturar essa pessoínha sem que tenha um fim. É aí que eu realmente comecei a aprender a namorar, e pelo visto, ele também. Mesmo com tanta experiência a mais do que eu. (Costumo brincar que ele coleciona ex namorada hehe)
O que fazia ele sentir ciúme, agir possessivamente, etc era um problema literalmente da cabeça dele, pois eu nunca dei motivos pra tal. Chamava-se Transtorno de Personalidade Dependente e ele tratou com psicólogo e remédios antidepressivos. Nunca precisei dar motivos, pois esse transtorno funciona da seguinte maneira: tenho 10 horas livres pra dar atenção às pessoas, se 9h eu dei atenção pra ele, mas em uma, foi pra amigos... Nessa uma hora ele já se sentia de lado, cabisbaixo, etc. Isso demorou um pouco pra se manifestar no início do namoro, pois pelo mesmo motivo que ele sentia essas coisas do Transtorno, ele me enchia de mimos pra poder demonstrar ao máximo que queria estar comigo. Romântico? Não! Depois de quase 4 anos de namoro posso afirmar que ele não é. Era um sentimento grande de não querer ficar sozinho, de encontrar alguém legal e não querer mais que a pessoa vá embora, de precisar muito dela...
Quanto à mim, eu comecei a estudar. Ah, e criei um objetivo de vida que era MEU. Não era pelos meus pais. Decidi que queria fazer Unicamp, por mim. Passou a ser uma das coisas que mais quero até hoje (e que estou quase lá). Comecei a cuidar do meu corpo (exceto esse ano), minha saúde... E muito, mas MUITO disso veio de ajuda dele. Ele sempre fez o possível pra me ajudar. Sempre que está ao alcance dele. Sou muito grata ^^
A gente se ama muito. E a gente aprendeu a namorar amando. A gente se deu uma chance. A gente confia um no outro. A gente conquistou juntos maturidade.
Num próximo capítulo dessa nossa história eu contarei mais sobre como é o nosso relacionamento, que de certa forma, hoje em dia é considerado liberal. Como uma pessoa extremamente possessiva consegue lidar com uma mina beijando a namorada dele na frente dele hoje em dia? heheheh Fiquem ligados nesse mesmo canal.

Pois bem, uma coisa que faz tempo que aconteceu, mas só agora estou tendo um tempinho pra vir falar sobre aqui pra vocês, vai se enquadrar na ala de "minhas experiências", que foi: a primeira vez que fui à um evento como blogueira, digo, de terem me convidado justamente por conta das minhas redes todas como digital influencer.
No final do evento recebemos uma sacolinha reciclável com alguns brindezinhos. Creio que cada sacola tinha algo diferente, na minha tinha uma revista dos Minions (que meu priminho de 3 anos adorou), um bloco de anotações do Paul Frank, um fone de ouvido (glória deus, eu estava precisando hahaha!) e um estojo bem reforçado. Ficaram de lembrança também as fotos que imprimi nesse dia :)Espero que me perdoem a falta de fotos pra ilustrar esse dia super legal, mas meu celular é bem lixo (galaxy s4 mini, não comprem heuheuheuh), e basicamente só da dos meus cadernos favoritos ficou legal. Queria muito postar fotos das bolsas, que foi o que achei de novidade mais supreendente, mas o que tenho aqui ficou muito ruim :( Até o próximo evento que me chamarem garanto que as condições aqui vão ser um pouquinho melhores ^^
Esse post eu escrevi à mão dia 21 de março, segunda-feira.








